domingo, janeiro 29, 2006

Educar para a utilização dos telemóveis

O JN lança, na edição de hoje, um importante alerta em relação ao gastos que a subscrição de um serviço de toques, imagens ou jogos para telemóveis - tão populares junto dos adolesecntes - pode acarretar. E o mais grave é que é tudo legal, pois a letras tipo Fórmula 1 que passam em rodapé assim o salvaguardam.

Descarregar para o telemóvel, por dois euros, um toque do Crazy Frog a gritar "dginginging..." é subscrever automaticamente um contrato renovado semanalmente se não for cancelado. O que transforma os dois euros - ou três ou quatro quando se trata de jogos ou meninas pouco vestidas - em renda semanal. Somando vários descarregamentos de fornecedores de conteúdo diferentes, a conta do telemóvel resulta num inferno. (JN)

Sabendo que os adolescentes são bastante vulneráveis a este tipo de publicidade, será importante "colocar restrições ao horário", segundo a Deco. Mas...

Para ter uma ideia do que representa o negócio para essas empresas - e a própria SIC oferece esse tipo de conteúdos, embora sejam "residuais" nas receitas da estação -, o espaço publicitário que compram a uma estação como a de Carnaxide anda "entre um e 1,5 milhões de euros no trimestre". Pouco para a SIC, cujas receitas publicitárias (que equivalem a 95% do total dos proveitos) podem chegar aos 30 milhões trimestrais. (JN)

O controlo dos pais será, portanto, essencial. Acrescento ainda que a escola deverá assumir, de forma inequívoca, o importante papel de educar para a utilização crítica e consciente destes dispositivos móveis.

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