sexta-feira, fevereiro 09, 2007

A propósito da Internet segura...

A proibição do acesso a sites não é consensual mas em situações de aula por vezes é necessário tomar medidas mais fortes para "não se perder" os alunos para sites como o Youtube ou o Hi5. João Freitas lembrou que as escolas podem solicitar uma filtragem de conteúdos de acordo com o regulamento interno do estabelecimento de ensino. »» Educare

Algumas notas a propósito:

1. Mais do que proibir, deve-se alertar para as potencialidades, e concomitantemente, os riscos que sites como os referidos acarretam. Não vejo por que razão se há-de proibir a utilização do Youtube. Ao invés, pode-se promover a utilização para aí colocar trabalhos elaborados, chamando-se a atenção para o efeito que pode ter um vídeo colocado no Youtube. Passa para a esfera pública, não pode ser, portanto, algo que se deva manter no domínio privado.

2. Promove-se, então, uma atitude crítica, essencial em tudo na vida, é certo; sobretudo, na utilização das tecnologias. Na verdade, os mais novos - apelidadades de Geração W, Geração net, Geração Digital, entre outros - terão de aprender muitas coisas por si mesmos. Num repente, há uma nova ferramenta/site que "está a dar". Basta ver os blogues, são já uma ferramenta ancilosada para os mais novos ( talvez nunca tenha chegado a ser um sucesso junto destes). Quando os adultos se apercebem, já passou de moda.

3. O papel dos mais velhos, passa, para além de lembrar e precaver dos perigos, por sublinhar as potencialidades, que usos podem ser dados a estas ferramentas numa perspectiva utilitária. Tenho para mim que muitas vezes utilizam as tecnologias para sua fruição, porque retiram prazer disso. E não as associam a uma forma de trabalhar.

4. Saber conduzir um carro não é sinónimo de ser bom condutor (Mia Couto diz, a propósito, que entre um ás no volante e um asno volante pode haver apenas uma diferença fonética). Os mais novos utilizam, sem dúvida, as tecnologias (computador, consola, telemóvel...), mas penso que ainda de uma forma limitada, reveladora de uma iliteracia digital a combater.

1 comentário:

Isabel disse...

Luís
Assisti ao Encontro sobre WebQuest e participei no seu workshop "Produzir uma WebQuest num Blog".
Estou plenamente de acordo consigo quanto à questão do esclarecer em vez de proibir. Para além de vigorar o ditado "o fruto proibido é o mais apetecido" já encontrei filmes no YouTube extremamente úteis para incorporarem uma WebQuest, por ex.
P.S.Gostei do as/no volante
P.P.S.O seu blog fica completamente desformatado com o browser do Mozilla Firefox.