domingo, outubro 28, 2007

Promover o fosso digital sem o saber...

Interrogo-me se a utilização das tecnologias na aprendizagem não poderá promover um fosso digital nos alunos.

Acredito que os professores, ao levarem as tecnologias para sala de aula, têm como objectivo desenvolver nos alunos competências importantes para o seu futuro, e para o seu presente, desde logo.

Da minha experiência no campo de trabalho, verifico, sem grande surpresa, que os jovens estudantes se encontram em diferentes níveis de utilização de dispositivos digitais. Mas, muitas vezes, imagina-se que os alunos sabem mais do que aquilo que realmente sabem. Se, para alguns, basta uma breve explicação, e o treino adquirido com os videojogos e a utilização de sites sociais fazem o resto; outros alunos, prejudicados pelo facto de não terem computador, consola e Internet nos seus lares, ficam uns furos abaixo.

Ora, ao sugerir-se uma actividade com recurso às TIC – fazer um blogue como porta-fólio, por exemplo – pode dar-se o caso de haver uma evolução por parte de alunos que já têm algum domínio. Ao passo que os outros terão dificuldade em os acompanhar.

Apesar da aparente distribuição ao desbarato de computadores pelos alunos, são ainda muitos (mais uma vez, são dados que se baseiam numa análise do quotidiano, sem nenhuma base científica) que não têm computador com acesso à Internet. E as escolas do EBS têm alguns computadores, mas quase sempre em salas para aulas, cujo acesso está limitado a esse fim.

Na escola onde trabalho, com cerca de 1000 alunos, há apenas 5 computadores com acesso à Net para realizar trabalhos fora das aulas. E conheço escolas cuja sala de computadores de acesso livre fecha… nos intervalos. Poderia ainda referir a dificuldade para imprimir trabalhos, entre outros.

De uma forma geral, não parece que as escolas estejam preparadas para proporcionar uma igualdade de oportunidade aos alunos mais desfavorecidos. Por isso, volto à minha auto-provocação inicial: propor actividades com as tecnologias não poderá acentuar diferenças em termos de alfabetização digital?

sábado, outubro 27, 2007

O HUMOR explica melhor

No seguimento da mensagem anterior, de uma publicada no Virtual Illusion e de uma conversa subsequente, fica aqui um vídeo que apresenta um situação muito caricata.
Como me dizia o Nelson, o humor «é necessário para abordar questões complexas».


Perigos da proliferação de dispositivos de captação de imagem




Com a proliferação de máquinas digitais e dos telemóveis com máquina fotográfica e de filmar, todos nós podemos, de repente, tirar fotografias e fazer filmes nas mais variadas situações. Inclusivamente, de situações privadas.

O mais grave é que cada um pode ser, por outro lado, actor em filmes indesejáveis. Vai-se ouvindo falar, de vez em quando, de casos como o que aparece na notícia.
O que se poderá fazer para evitar situações destas? Deixar-se fotografar ou filmar em situações que possam trazer embaraço é colocar-se a jeito. Uma foto ou um filme, depois de entrar na Web, muito dificilmente pode ser eliminada.

Por outro lado, sites sociais, como o Myspace ou Hi5, revelam que as pessoas gostam afinal de se expor. Aí aparecem fotografias inenarráveis, colocadas pelos próprios. O mais curioso é que quando alguém abre um espaço nestes sites sociais, nesse processo, aparece uma opção para enviar um convite para os contactos de e-mail. E visitar alguns espaços de pessoas que conhecemos pessoalmente pode fazer corar o mais liberal dos visitantes.

Julgo que é muito importante educar para a privacidade, ajudando a entender o que deve ser da esfera pública e privada. Pois tudo o que está na Web poderá ser visto por qualquer pessoa.


sexta-feira, outubro 19, 2007

EU Conference eLearning Lisboa 2007









Deve-se evitar participar em encontros como EU Conference eLearning Lisboa 2007- Delivering on the Lisbon Agenda, que decorreu esta segunda e terça-feira.

1. Por um lado, não estou habituado a encontros desta dimensão e que englobem um logística tão elaborada (cerca de 1800 participantes) e tanta opulência. Já estive na organização de eventos científicos, e gerir os “tostões” foi sempre bastante difícil.

2. Além disso, a entrada era gratuita; ao passo que os congressos são, habitualmente, bastante caros para quem quer participar.

3. No entanto, os dois pontos anteriores são laterais, ao contrário deste. Na verdade, foi muito bom conhecer as expectativas de alguns dos mais conceituados investigadores nos temas da conferência, Coesão Digital e Social, Requalificação na Sociedade do Conhecimento, O Valor do E-Learning. O caminho deverá ser, entre outros, o de:

  • educar para aprender e não para ser ensinado;
  • ajudar os alunos a lidar com a informação: encontrar, avaliar, usar e partilhar a informação;
  • preparar as novas gerações para empregos nas tecnologias que ainda não se conhecem, mas que hão-de surgir nos próximos anos;
  • usar as competências digitais para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

MAS, depois destes dois dias de expectativas, de entusiasmo, de provocação, de desafio... regressa-se à realidade da escola que parece viver num outro ritmo. Difícil, esta gestão de velocidades, ambas vertiginosas.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Indústrias Culturais. Imagens, valores e consumos

Rogério livroMais um blogue que passa a livro, Indústrias Culturais. Imagens, valores e consumos, editado pelas Edições 70. O autor é Rogério Santos, o blogue em causa, Indústrias Culturais, de que sou leitor assíduo. O livro é apresentado no dia 25 em Lisboa.

sábado, outubro 13, 2007

A imagem é tudo

1. No website do Público, hoje, pode-se ver um vídeo da entrega do Orçamento de Estado ao Presidente da Assembleia.

2. Depois, um sublinhado do mesmo jornal, a entrega do OE numa Pendrive. Retenho na memória a entrega do Programa do Governo, por Santana Lopes e também pelo actual Governo, em CD-ROM . Estes suportes podem até ter apenas um documento em word ou pdf. Mas a imagem que fica é de algo inovador. Apesar de se tratar de algo muito básico.


quinta-feira, outubro 11, 2007

segunda-feira, outubro 08, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

Uma nova modalidade olímpica a perspectivar-se?!

Uma equipa de 11 jogadores parte amanhã para Seattle, Estados Unidos, para representar a bandeira portuguesa nas Olimpíadas dos jogos electrónicos, o World Cyber Games, que junta os melhores do mundo na grande final. » JN