sábado, outubro 27, 2007

Perigos da proliferação de dispositivos de captação de imagem




Com a proliferação de máquinas digitais e dos telemóveis com máquina fotográfica e de filmar, todos nós podemos, de repente, tirar fotografias e fazer filmes nas mais variadas situações. Inclusivamente, de situações privadas.

O mais grave é que cada um pode ser, por outro lado, actor em filmes indesejáveis. Vai-se ouvindo falar, de vez em quando, de casos como o que aparece na notícia.
O que se poderá fazer para evitar situações destas? Deixar-se fotografar ou filmar em situações que possam trazer embaraço é colocar-se a jeito. Uma foto ou um filme, depois de entrar na Web, muito dificilmente pode ser eliminada.

Por outro lado, sites sociais, como o Myspace ou Hi5, revelam que as pessoas gostam afinal de se expor. Aí aparecem fotografias inenarráveis, colocadas pelos próprios. O mais curioso é que quando alguém abre um espaço nestes sites sociais, nesse processo, aparece uma opção para enviar um convite para os contactos de e-mail. E visitar alguns espaços de pessoas que conhecemos pessoalmente pode fazer corar o mais liberal dos visitantes.

Julgo que é muito importante educar para a privacidade, ajudando a entender o que deve ser da esfera pública e privada. Pois tudo o que está na Web poderá ser visto por qualquer pessoa.


1 comentário:

Nelson Zagalo disse...

Pois o teu artigo faz-me lembrar muitas discussões que temos ouvido mas acho que o caminho que apontas, a discussão nas escolas da distinção entre esferas do privado e público é importante. É necessário investir nisso. Aliás, agora que penso mais na problemática que se levanta quando o conteúdo chega à web, começo a pensar em encaixar esta problemática na zona da educação relativa ao racismo. São ambas, patologias que contaminam a boa vivência em sociedade.