sexta-feira, dezembro 26, 2008

:::

- Mãe, dizer "ámen" é como carregar no "enter"?

(Retirado daqui: Subjetividades y Tecnocultura)

sábado, dezembro 20, 2008

Avaliação FCT - CECS

O centro de investigação onde estou a fazer o doutoramento, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, cujo director - prof. Manuel Pinto - é um dos meus orientadores, foi avaliado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com a nota máxima, Excelente.

Realço ainda a posição da Universidade do Minho no cômputo geral da avaliação de todos os centros de investigação da mesma FCT.
Imagem retirada daqui.

sábado, novembro 29, 2008

Diogo Vasconcelos ao Pessoal e Transmissível

Seguindo a sugestão de Paulo Querido, ouvi a entrevista de Diogo Vasconcelos feita por Carlos Vaz Marques, no programa Pessoal e Transmissível da TSF. Redes sociais, wiki, banda larga, novas oportunidades de negócio, as organizações, participação, democracia... vale mesmo a pena ouvir a conversa.

Ouvir programa

quarta-feira, novembro 19, 2008

Onde está o Adamastor Digital?

Realizaram-se nos passados dias 20 a 22 de Outubro de 2008, na Fundação Calouste Gulbenkian, as Jornadas Luso-Espanholas de Literacia dos Media e Pedagogia da Comunicação, organizadas pelo Observatorio Europeo de la Televisión Infantil (Espanha) e pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social (Portugal).

Participei no painel Os Media e a Palavra aos Jovens(!), com a apresentação que está a seguir.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores

Na sequência do Encontro sobre Web 2.0. realizado em 10 de Outubro de 2008 na Universidade do Minho, está disponível em formato digital, o Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores, editado pelo Ministério da Educação DGIDC e organizado pela Professora Ana Amélia A. Carvalho, da Universidade do Minho. Fonte: DGIDC

Este manual - um projecto de há algum tempo para o qual contribuí também com o texto feito em conjunto com o Nelson Zagalo, Ambientes Virtuais e Second Life - apresenta os seguintes temas e respectivos autores:

  • Blogue, YouTube - Sónia Cruz
  • Podcast e utilização do software Audacity - Adão Sousa e Fátima Bessa
  • Dandelife, Wiki e Goowy - Hugo Martins
  • Ferramentas Google: Page Creator, Docs e Calendar - Célio Gonçalo Marques
  • PopFly como editor de mashups - Pedro Ferreira e Ricardo Pinto
  • A Web 2.0 e as Tecnologias Móveis - Adelina Moura
  • Ambientes Virtuais e Second Life - Nelson Zagalo e Luís Pereira
  • Do Movie Maker ao YouTube - Carla Joana Carvalho
  • Mapas Conceptuais Online - Graça Cardoso Magalhães e Filomena del Rio

sábado, novembro 01, 2008

Escola de Futuro e Novas Literacias

Em Julho, dia 11, participei numa conferência (com os diapositicos seguintes), Escola do Futuro, organizada pelo IEC, na Universidade do Minho.


Novas Literacias
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quinta-feira, outubro 30, 2008

IV Encontro de Blogues


O IV Encontro de Blogues (o primeiro foi na UM; o segundo, na UBI - onde estive presente; o terceiro, na UP) realiza-se na Universidade Católica de Lisboa, no dia 14 de Novembro. O programa, ainda que ainda não completo, pode ser visto aqui.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Zon | Digital Games 2008



É já para a semana, dias 6 e 7, no Porto (U. Católica), o Zon Digital Games, uma conferência que tenta juntar pessoas da academia e da indústria. Para já o programa, ainda que provisório, contempla:
  • 4 comunicações keynote
  • 12 comunicações “full
  • 4 comunicações “short
  • 10 posters
  • 3 demos

A inscrição inclui o e-book com os textos.

terça-feira, outubro 14, 2008

Ou te portas bem...

Um dos maiores encantos de Braga é passear em algumas das suas ruas, cheias de vida. De vez em quando, sobretudo se caminho sozinho, gosto de passar pelas pessoas e apanhar excertos das conversas. Fica uma amálga de vozes e de expressões sem qualquer sentido... Enfim, é divertido.

Mas, há dias, ouvi a seguinte reprimenda - deliciosa - de uma mãe ao filho:
- Ou te portas bem ou não te dou o Magalhães...

segunda-feira, outubro 06, 2008

Esta sexta - Encontro sobre Web 2.0



É já esta sexta-feira, dia 10, que se realiza o Encontro sobe Web 2.0, aqui, em Braga. A minha expectativa é a de que será um dia em cheio, com conferências de investigadores estrangeiros e portugueses, workshops, comunicações e, sobretudo, de troca de experiências e perspectivas mais informal.


quarta-feira, outubro 01, 2008

Why is literacy important?

Literacy is a human right, a tool of personal empowerment and a means for social and human development. Educational opportunities depend on literacy.
Literacy is at the heart of basic education for all, and essential for eradicating poverty, reducing child mortality, curbing population growth, achieving gender equality and ensuring sustainable development, peace and democracy.
There are good reasons why literacy is at the core of Education for All (EFA). A good quality basic education equips pupils with literacy skills for life and further learning; literate parents are more likely to send their children to school; literate people are better able to access continuing educational opportunities; and literate societies are better geared to meet pressing development challenges.
UNESCO

quarta-feira, julho 16, 2008

segunda-feira, junho 30, 2008

A melhor definição de Literacia Digital

The best definition I’ve found for digital literacy comes from a New Zealand government web site

“The ability to use digital technology, communication tools or networks to locate, evaluate, use and create information.”

but I’d tinker with it a little, I’d say

“The ability to use digital technology, communication tools and networks efficiently and ethically to locate, evaluate, use and create information.”

quinta-feira, junho 26, 2008

21st Century Learning - Cisco



Cisco's vision is to help transform education so that it is relevant to the needs of 21st century learners, educators, and organizations. This will require a shift in the way teachers teach, leaders lead, and students learn. Technology will play a critical role in the development of engaging curricula and meaningful assessments to equip learners with 21st century skills such as creativity, critical thinking, problem solving, and collaboration. The end goal is the systemic improvement of both the quality and accessibility of education throughout the world.


video

Link do site do vídeo

sábado, junho 21, 2008

Projecto SPreaD



O projecto SPreaD cria uma caixa de ferramentas que tem como destinatários todas as entidades europeias, nacionais e regionais que financiam, desencadeiam e coordenam projectos e iniciativas para aumentar a literacia digital. Dá assim o seu apoio para a avaliação, o planeamento e a gestão de programas de literacia digital de grande dimensão. A caixa de ferramentas baseia-se em seis projectos de boas práticas já concretizados e bem sucedidos pelas três instituições parceiras.

Conferência final: The New Digital Literacy - How ICT Modifies the European Knowledge Society \ 10 July 2008 \ Estugarda

quinta-feira, junho 19, 2008

DIGITAL GAMES 2008 | Novembro | Porto



DIGITAL GAMES 2008
6 e 7 de Novembro 2008
Universidade Católica Portuguesa, Porto

A Digital Games 2008 é a primeira conferência de uma série, que se deverá passar a efectuar anualmente, e possui na sua organização pessoas ligadas a eventos anteriormente ocorridos em Portugal na área dos jogos digitais nomeadamente o GAMES e o VIDEOJOGOS.

A Digital Games 2008 realiza-se no Porto a 6 e 7 de Novembro 2008 em conjunto com a ARTECH 2008 - 4th International Conference on Digital Arts, e visa promover um fórum de discussão de questões ligadas à multidisciplinaridade da área em Portugal.

Para tal, pretende reunir investigadores e profissionais, permitindo a divulgação de trabalhos e a troca de experiências entre as comunidades académica e industrial.


Datas de submissão:
Submissão Full Papers: 19 de Setembro, 2008
Submissão Short Papers e Demos: 26 de Setembro, 2008


Formatos:
Full papers: 10 páginas
Short papers: 5 páginas
Demos: 2 páginas

quinta-feira, junho 05, 2008

"Portugal é uma história de sucesso no domínio das novas tecnologias"

(...) Nesse quadro, temos que olhar atentamente para a literacia digital, ou seja, para a capacidade generalizada de usar o computador, a Internet e todas as suas capacidades.

Portugal é uma história de sucesso no domínio das novas tecnologias: tem a generalidade do território coberto com a possibilidade de aceder à Internet com Banda Larga e somos o primeiro país da Europa a ter toda a rede pública de escolas com Banda Larga.

Mas é bom que se saiba porque é que a Banda Larga é tão importante! Efectivamente, este tipo de ligação permite aceder a um vasto número de aplicações e serviços, acrescentando assim valências à utilização das tecnologias de informação e comunicação (informática). É por esse motivo que a percentagem de pessoas que em cada país está ligada à Internet em Banda Larga é um indicador actualmente determinante na avaliação do desenvolvimento e civilidade das nações.

É no aumento do número de portugueses com ligação em Banda Larga que temos que apostar.

Intervenção do Ministro das Obras Públicas no âmbito da Disponibilização do serviço ViaCTT aos beneficiários do Programa e.escola

terça-feira, maio 20, 2008

CE atribui prémios a projectos de inclusão digital

Retirado de iGOV Central:

A Comissão Europeia (CE) vai premiar este ano pela primeira vez os melhores projectos e boas práticas de inclusão digital europeus. Segundo comunicado do organismo, o objectivo destes prémios , que surgem no âmbito da iniciativa e-Inclusion, é «celebrar os melhores e mais imaginativos meios de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação para reduzir a exclusão digital e social».

Revelando que um em cada três cidadãos europeus não conseguem beneficiar das novas tecnologias, a CE considera que ultrapassar estas barreiras «não é só uma necessidade social», uma vez que defende que uma aposta na inclusão digital poderá «valer até 85 milhões de euros para as empresas e governos europeus nos próximos cinco anos».

Estes prémios destinam-se a organizações públicas, privadas, voluntárias ou da sociedade civil e encontram-se divididos em sete categorias: envelhecer bem, jovens marginalizados, inclusão geográfica, diversidade cultural, literacia digital, acessibilidade e serviços públicos inclusivos. As candidaturas podem ser enviadas até ao dia 12 de Setembro e os cinco finalistas de cada categoria vão ter a oportunidade de apresentar os seus projectos na Conferência Ministerial de Inclusão Digital, que terá lugar em Dezembro na cidade de Viena.

Esta conferência vai ser parte integrante da campanha «e-Inclusion:Be Part of It! » e será também o palco onde serão anunciados os vencedores dos prémios.


sexta-feira, maio 16, 2008

Uma imagem...



by Flickr

segunda-feira, maio 12, 2008

Plano Tecnológico e Cisco

Plano Tecnológico: Governo Português e Cisco estabelecem parceria estratégica

«Queremos colocar Portugal no pódio mundial da literacia e tecnologia de Internet»
Carlos Brazão
Director Geral da Cisco Portugal

sexta-feira, maio 09, 2008

Números que impressionam (assustam?)

Orçada em 9 milhões de euros, a aquisição de 5613 quadros interactivos, incluindo os videoprojectores de curta distância necessários ao seu funcionamento, reforça a dotação de equipamento tecnológico de apoio ao ensino e aprendizagem, complementando o investimento de 70 milhões de euros em novos computadores anunciado no passado dia 9 de Abril, e de 28 711 videoprojectores, cuja aquisição, também por concurso público internacional e orçada em 14 milhões e 700 mil euros, foi lançada no passado dia 22. »»Plano Tecnológico

Como forma de justificação, refere-se que "os modelos internacionais de referência do Plano Tecnológico da Educação consideram a utilização de equipamentos de apoio na sala de aula um factor crítico de sucesso para a melhoria do ensino e da aprendizagem e dos resultados escolares".

quinta-feira, maio 08, 2008

Dá sempre um bom título...

«Escolas têm de formar jovens para cidadania e sociedade do conhecimento»
Maria de Lurdes Rodrigues dixit

quarta-feira, maio 07, 2008

Fórum "Cidade Tecnológica e Inovação"



Esta sexta-feira, 9 de Maio, às 21h30min, o Fórum "Cidade Tecnológica e Inovação" junta Carlos Zorrinho (Plano Tecnológico), Carlos Bernardo (Laboratório Ibérico de Nanotecnologia) e José Dionísio (Primavera Software).
Auditório do Museu D. Diogo de Sousa.

[via Avenida Central]

terça-feira, maio 06, 2008

A Deriva Tecnológica

Joana Poças: Parece que actualmente basta uma escola ter bons computadores e acesso à Internet para se pensar que a lacuna da educação para os media ficou colmatada. O que pensa a este respeito?

Manuel Pinto: É a isso que dou o nome de «Deriva Tecnológica». Para muitos professores e para o Ministério da Educação a educação para os media ficou reduzida ao uso do computador. O que acontece actualmente é que se confunde a educação para os media com o uso das tecnologias na educação. Isto é matar a educação para os media! O uso da Internet e das novas tecnologias reduz-se a uma navegação para parte nenhuma, navegar sem rumo e sem destino. Não está certo.

Como é que eu navego na Internet? Consigo responder às perguntas às quais pretendo obter resposta? Para que serve saber utilizar a Internet? Para ir para onde? Estas são algumas das perguntas que os estudantes deveriam ver respondidas na escola quando lhes é disponibilizado um computador com acesso à Internet.

Existem 3 perguntas chave de qualquer processo educativo que são: Quem és? De onde vens? Para onde vais? E são também as respostas as estas perguntas que podem levar os estudantes a compreender melhor a Internet.

Infelizmente estas novas tecnologias são tomadas como fins, mas temos de ter consciências de que são apenas um meio, para depois, sim, podermos atingir um fim. Penso que é importante esclarecer este ponto.

Numa verdadeira educação para os media, ou numa verdadeira literacia digital, devem-se responder a perguntas como: quais são os sites válidos? Como é que avalio a informação de um site? Quais são os critérios de selecção? Qual é a informação credível? Muitos professores dizem simplesmente: - «Vão ao Google.» o que leva os alunos a pensar que tudo o que vêem no Google é credível, o que é uma mentira e uma asneira por parte do professor.

[Retirado de Notas Tecnológicas]

quinta-feira, maio 01, 2008

Brag@Brinca

A BragaHabit, empresa municipal que gere a habitação pública de Braga, foi seleccionada para o Prémio Boas Práticas no Sector Público. Segundo o seu site, "o Sistema Itinerante Brag@brinca dinamiza actividades lúdico-pedagógicas, de inclusão digital, de educação ambiental, educação para a saúde, apoio a actividades escolares, entre outras, com recurso a uma unidade móvel – o mini-autocarro “Brag@brinca” – dotada de equipamentos multimédia, livros, jogos pedagógicos e muitos outros materiais".

quarta-feira, abril 30, 2008

e-criar: guia de blogues e homepages


[via sítio do conguito]

A PT Escolas disponibiliza o e-criar, um Guia de Blogues e Homepages, baseado nos serviços disponibilizados pelo Sapo:
Este e-book destina-se a todos aqueles que têm curiosidade e querem aprender a estar online, preparar e construir uma homepage, criar, personalizar e manter um blog, entre muitas outras coisas.
Não é um manual técnico, não vamos aqui usar vocabulário complicado, os bits e os bytes ficam de fora. A linguagem é acessível, porque não é preciso complicar o que é simples e fácil.

As partes que constituem este manual, que pode ser descarregado também em pdf , são as seguintes:
  • Planear
  • Pesquisar
  • Seleccionar
  • Editar
  • Publicar
  • Divulgar
  • Comunicar
  • Segurança
Este manual junta-se aos referidos na mensagem anterior, sendo provavelmente um sinal da preocupação de preparar as pessoas para lidarem com a informação digital.

quarta-feira, abril 23, 2008

Manual da Literacia Digital para Educadores

Retirado do CRIE:
Já está disponível, no site Seguranet, o Manual da Literacia Digital para Educadores (Council of Europe). Em animação flash, é um excelente recurso que aqui fica para todos!
Guia para Professores (SeguraNet) (PDF)
Manual para Professores (SAFT) (PDF)

NASA desenvolve jogo educativo on-line

A NASA, segundo o Ciência Hoje, "apresentou ontem o projecto Massively Multiplayer Online (MMO), um programa que visa o desenvolvimento de jogos de educação científica online. (...) o projecto resulta do reconhecimento do poder dos jogos enquanto ferramentas educativas. Os utilizadores destes jogos online vão beneficiar de simulações científicas com um elevado grau de correcção, entre elas, por exemplo, poder experimentar reacções químicas em células vivas, manejar equipamentos de ponta ou experimentar a microgravidade".

Ver comunido da NASA.

terça-feira, abril 22, 2008

Os adolescente na net e o desejo de ser famoso

Muito bom o vídeo de Joana Capucho que "goza com todos os adolescentes que, por esse mundo fora, usam as webcams e a net para tentarem ser famosos".

segunda-feira, abril 21, 2008

O que se pode aprender com o sucesso do Google



Passagens da entrevista de Jeff Jarvins ao P2, de que o próprio dá conta no seu blogue, BuzzMachine:

[...]
Vai lançar um livro chamado What Would Google Do? Sobre que é?
Começou com uma ideia no meu blogue. A ideia é que o Google tem sido bem sucedido e por isso vale a pena perceber porque foi bem sucedido e ver se é possível aplicar as estratégias a outras companhias, instituições, indústrias, carreiras. É claro que nem sempre são aplicáveis. [...] O Google é distribuído. Não lhe interessa onde está. Está em toda a Internet. Quando eu ponho anúncios do Google no meu blogue, sou parte do Google. O Google desmantelou-se a si próprio. Isso é inteligente. E é uma das lições que as empresas podem seguir. Vou pegar nessas lições e aplicá-las a várias indústrias. Há uns tempos escrevi um post sobre como seria uma companhia aérea da Google. Seria melhor do que qualquer companhia que temos hoje.


É uma visão do Google não como uns tipos que tiveram sorte, mas como uma cultura...
Eu vejo uma cultura. E também vejo uma interpretação de como a Internet está a mudar. [...].

Muitos jornais acham que o Google lhes está a roubar o conteúdo...
Sim, sobretudo na Europa. Acho que estão a ser loucos! É como gritar com o dono do quiosque - como se atreve a ganhar dinheiro a vender o meu jornal!?! Se não se tem distribuição, não se vai a lado nenhum. Os jornais dependem dessa distribuição. O Google é o novo quiosque.

Mas o quiosque dá parte dos lucros aos jornais. É isso que eles reivindicam do Google.
O Google manda-lhe um link em troca, manda-lhe audiência. A responsabilidade de servir bem o leitor continua a ser dos jornais. [...] Se o conteúdo não for bom, ninguém vai ficar. O Yahoo é usado por muitas pessoas. Mas não é dono dessa audiência. Se alguém comprar um jornal por dia, é bom que compre o vosso. Mas, online, é bom fazer parte da conversa, ter pessoas a criar links. É uma arquitectura diferente. O Yahoo e a AOL têm algumas coisas giras. Acho que devem tornar tudo o que têm exportável. O que eles dizem é: venham até nós e fiquem. Isso é muito caro.

As redes sociais online, como o Hi5 ou o Facebook, fazem isso...
Exacto. E acho que isso é uma fraqueza. A Internet já é uma rede social. O vencedor é quem a souber organizar.

O que irá acontecer nos próximos dois ou três anos, vão restar duas ou três redes sociais dominantes, e as outras desparecem?
Bem, já sabem que eu consigo inventar umas tretas para responder a qualquer coisa... Agora, nem eu me atrevo a prever o que vai acontecer daqui a dois ou três anos. Há uns tempos convidaram-me para escrever um texto sobre como vai ser o jornalismo em 2020. E eu pus-me a pensar, onde é que estávamos há 12 anos? Pense nas mudanças incríveis nessa dúzia de anos!

quinta-feira, abril 17, 2008










O Summer Institute 2008 in Digital Media do Programa UT Austin/Portugal apresenta a possibilidade de se participar, mediante incrição por e-mail até 5 de Maio, em vários workshops:
  • Collaborative Scriptwriting
  • Digital Documentary
  • Digital Hollywood
  • Online Journalism
  • Creating Music and Audio for Film, Video and Games
  • Photorealistic 3D Graphics Rendering & Simulation

Para além disso, haverá também sessões abertas:
  • Innovation and Technology in Film Tom Schatz ~ 30 de Maio / 9h30 – Cinemateca
  • Digital Film ~ Tom Schatz – 6 de Junho / 18h – FCSH
  • Youth and New Media ~ Craig Watkins – 17 de Julho / 18h – FCSH
  • Remapping the Digital Divide ~ Sharon Strover – 2o de Junho / 18h – FCSH
Complete Information Summer Institute 2008 (PDF) (via Indústrias Culturais).

sábado, abril 12, 2008

ASLA Online III Virtual Conference - 2008

Com o tema Under Construction: A World Without Walls, esta Virtual Conference, organizada a partir da Austrália, pretende juntar especialistas na área da educação para reflectir e explorar o potencial educativo de um mundo globalmente conectado.

Será bem interessante, a avaliar pelo programa e plos temas, que são os seguintes:

1. Digital literacy: Building and providing online literary experiences
Enriching reading experiences for children and young adults
Creating e-books with a difference
Blogging the e-journal
Utilising computer games and interactive sites

2. Digital environments: Designing and applying collaborative tools for learning
Ultising Web 2.0 tools for learning
Constructing the virtual 24/7 school library and learning spaces
Capturing digital knowledge creation
Practising safe use policy and procedures

3. Digital pedagogy: Crafting and exercising digital teaching and learning practices
Designing e-learning curriculum programs
Exercising digital information ethics and social responsibility
Repackaging information literacy in a digital age
Promoting responsible digital copyright practices

Programa para a Competência Digital 2004-2008



Merece uma visita o Programa para a Competência Digital 2004-2008 do Ministério da Educação e Investigação da Noruega:

The vision of the Programme is digital competence for all. The Programme’s priority areas are infrastructure, competence development, R&D and digital teaching resources, curricula and working methods.

Digital competence builds bridges between skills like being able to read, write and do arithmetic and the competence required for using new digital tools and media in a creative and critical way.

sexta-feira, abril 04, 2008

LISBOETAS

Hoje, ao ouvir falar do filme "Lisboetas", lembrei-me de uma cena que me marcou bastante, que está no exercto seguinte, na parte final.
Uma emigrante ao telefone diz que está contente com a sua vida em Portugal, com o sol, a praia, com tudo, excepto... a escola.



quinta-feira, abril 03, 2008

Dá-me o telemóvel...



Caronia, Letizia (2008). “Growing Up Wireless: Being a Parent and Being a Child in the Age of Mobile Communication”, in Rivoltella P. C. (org.) DIGITAL LITERACY- Tools and Methodologies for Information Society, pp. 99-125. Hershey-New York: IGI Publishing.



Neste capítulo, Caronia começa por referir que cada nova tecnologia - como é o caso do telemóvel (faz hoje 35 anos que foi feita a primeira chamada) - quando entra na esfera social, produz comportamentos inesperados, causando alterações no modo de viver. Positivas e negativas.

Apoiando-se sobretudo num estado realizado por si, mas também em dados obtidos por outros investigadores, Caronia parte da hipótese de que este aparelho móvel de comunicação contribui para a criação de um novo modelo cultural de ser criança e de ser pai.

Em seguida, deixo algumas passagens do capítulo que podem ajudar a aprofundar a questão do telemóvel, de que tanto temos ouvido falar nos últimos dias.

- Allowing for silent and hidden communication, the mobile phone perfectly integrates a teenagers’ culture pattern: constructing their social word outside of their parents’ control and the official rules governing life school. (p.103)

- The limit of the numbers of available characters has been transformed into a resource for constructing a new language and new language games. Competence in this language defines the boundaries of a community of users, creates group membership and cohesion, and distances users from adults’ culture. (p.103-104)

- The mobile phone seems to work as a developmental tool that meets the needs of the growing up process. Particularly, young people use it to attain a certain degree of autonomy with respect to family world, to mark their belonging to a community of peers, to create their specific social organization, and to develop the skills and share the knowledge needed to become competent members of their own community. (p.104)

- Mobile phones have been interpreted by parents as means to exert control over and fulfil heir responsibilities toward their children. They have thus been completely domesticated in family’s moral economy and transformed into tools for family socialization. (p.106)

- Guy [a father]: But we also used it, now less, it used to be a lot like an umbilical cord with the kids. (p.106)

- Through the courses of action implicit in mobile phone use, parents do more than exert their role: they construct culture by legitimizing the definitions of what counts as “being a parent”, “being a child”, “or being a family” inscribed in their mobile phone mediated actions. (p.109)

- Children consider autonomy, freedom, and peer life coordination the fundamental reasons for owning a mobile. However it is not surprising that they strategically focus on safety reasons when impressing on parents the need to get one. Grasping the unique opportunities they offer, adolescents use phones as a means to act in ways that are consistent both their needs and rights and with those of their parents. (p.117)


Textos a ler

Rosado, Eliana & Bélisle, Claire (2006). "Analysing Digital Literacy Frameworks. A European Framework for Digital Literacy". LIRE, Université Lyon 2, Lyon. Url: http://lire.ish-lyon.cnrs.fr/IMG/pdf/Analysing-Edu-Frameworks.pdf.

Martin, A (2005). DigEuLit – a European Framework for Digital Literacy: a Progress Report. JeLit 2(2). Url: http://www.jelit.org/65/01/JeLit_Paper_31.pdf.

terça-feira, abril 01, 2008

Outras leituras



As Produções Fictícias celebram hoje 15 anos (ver JN). Como homenagem, deixo a sugestão da leitura de um texto, A graça sociológica do humor:

O slogan humorístico dos reverenciados Monty Python, «And Now For Something Completely Different», define bem qual o princípio estruturante fundamental na produção humorística dos humoristas das Produções Fictícias entrevistados – a busca da distinção. Uma distinção que consiste na produção de bens humorísticos «completamente diferentes» face aos que estão disponíveis no mercado nacional e estilisticamente opostos aos produtos nele dominantes. O gosto de classe prolonga no campo do humor diferenças estruturais que estruturam esse mesmo contexto de interacção estruturante.

Referência: CANTANTE, Frederico (2007). A graça sociológica do humor. CIES e-Working Paper, 33. Lisboa : CIES-ISCTE.

segunda-feira, março 31, 2008

Pela Internet - Gilberto Gil...

...do álbum Banda Larga:



Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje...
[...]

Um barco que veleje
Nesse infomar
Que aproveite a vazante
Da infomaré
Que leve meu e-mail lá
Até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Aihê! Aihê! Aihê!...

Eu quero entrar na rêde
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo...

[letra]

terça-feira, março 25, 2008

segunda-feira, março 17, 2008

Construção de um jogo com alunos



Navegar é Preciso é o nome de um jogo que está ser construído por alunos do 8º ano, em conjunto com o professor, em Estudo Acompanhado e Área Projecto, pelo que é possível apurar através do blogue que tem acompanhado a sua criação, como se pode ver nos passos do jogo.

Só falta dizer que esta actividade está a ser desenvolvida no Agrupamento Vertical de Escolas do Cerco do Porto, como se pode ver no blogue Cerco(m)navegações.

Adenda: António Luís escreveu um comentário a esta mensagem, que agradeço, referindo que o projecto está a "ser desenvolvido nas aulas de História e em horários livres nas salas de TIC da escola".

sexta-feira, março 14, 2008

Competences in a knowledge based society


Framework for key competences in a knowledge based society
Retirado daqui: ec.europa.eu/education

terça-feira, março 11, 2008

BiblioGames

Já referi a questão da leitura e do jogar, e, agora, encontro jogos cuja temática é precisamente a biblioteca, por isso, penso que poderão ser apelidados de BiblioGames [o nome é inspirado no blogue onde encontrei grande parte destas informações, BiblioFilmes]

De facto, a ideia é aproveitar os videojogos para promover a leitura e "ajudar os alunos a desenvolverem competências através do divertimento e da repetição", segundo o Library Arcade.

Os dois exemplos, Within Range e I'll Get It [imagem seguinte], que aí aparecem são muito interessantes.


Entretanto, encontrei um livro dedicado a esta temática; Gamers... in the Library [imagem seguinte] e um congresso realizado o ano passado, em Chicago, sobre esta matéria, Gaming, Learning, and Libraries Symposium.

segunda-feira, março 10, 2008

Videojogos vs Chocolate

Há dias, na preparação de uma actividade com os meus orientadores, profs Manuel Pinto e Sara Pereira, falámos do filme "Charlie e a Fábrica de Chocolate", a propósito dos estereótipos de crianças que são seleccionadas para visitar a Fábrica de Willy Wonka.

Willy Wonka (Johnny Depp) é um estranho presidente de uma grande fábrica de chocolate que um dia resolve lançar um concurso. Decide colocar 5 bilhetes dourados em 5 embalagens dos seus chocolates. Quem os encontrar terá como prémio o direito a visitar a sua fábrica.

Charlie Bucket, um menino pobre que vive perto da fábrica com a sua família numerosa, é um dos vencedores e a visita vai revelar-se uma mina de surpresas. No fim da visita dos 5 felizardos, haverá apenas um com direito a um prémio especial.

Na companhia de Charlie, vão estar Mike Teavee, um miúdo viciado em televisão e videojogos [ver vídeo em baixo]; Violet Beauregarde, uma muito competitiva rapariga que passa o tempo a mascar pastilha elástica [ver vídeo no youtube]; Veruca Salt, uma mimada menina rica inglesa que obtém dos pais tudo aquilo que deseja [ver vídeo no youtube]; e Augustus Gloop, um gordo alemão que é um autêntico devorador de doces [ver vídeo no youtube]. (resumo retirado do Edusurfa)

No vídeo seguinte pode ver-se Mike Teavee, que representa a criança viciada em videojogos, super inteligente, cuja linguagem os pais não descodificam. Bastou-lhe comprar uma barra de chocolate para obter o prémio, graças aos cálculos matemáticos, mas a verdade é que nunca comeu chocolate...

video

[Obrigado, Jorge, pela edição do vídeo...]

sexta-feira, março 07, 2008

Computadores ajudam... ou prejudicam a aprendizagem?

Um colega reenviou-me um notícia onde se diz que...
As políticas de inclusão digital, que estimulam o uso de computadores nas escolas, podem estar gravemente equivocadas, de acordo com um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa mostra que o uso de computadores para fazer tarefas escolares está relacionado ao pior desempenho dos alunos - principalmente entre os mais pobres e mais jovens. »» Inovação Tecnológica

Com alguns dados que podem surprender, ou não, a notícia termina com uma frase do investigador: "[O computador] não é uma solução mágica para a educação".

terça-feira, março 04, 2008

Youtube, o novo não-lugar

Luís Miguel Loureiro (2007) chama ao Youtube o "novo não-lugar" do mundo. Curiosamente, este conceito de não-lugar foi utilizado pelo antropólogo Marc Augé, como forma de identificar lugares que não permitem criar identidade.

Ora, no texto, Loureiro fala da possibilidade de, no Youtube, nos tornarmos "emissores de nós mesmos" (Broadcast Yourself). Mas, neste mega arquivador de imagens em movimento, onde tudo cabe, há, por um lado, uma infinidade de escolhas que o visitante pode visualizar, mas há, também, "uma infinidade de esquecimentos, em forma de vídeo congelado à espera do accionamento redentor, aguardando um play que pode nunca chegar" (p.165).

Apesar de não-lugar, o Youtube constitui-se como um novo espaço público virtual e, um novo espaço social, no dizer de Vilches (2003: 10), fica à espera da sua ocupação. Fazer-se presente no Youtube é projectar o desejo de lembrança, mas não deixa de ser um repositório dos esquecimento global (Loureiro, 2007: 169).

Este fenómeno, com cem milhões de visionamento a cada dia que passa, que terá inspirado outros sistemas, como é o caso do português Sapo Vídeos, merece ser observado com atenção, nomeadamente no que toca às práticas dos seus utilizadores, este que é, seguramente, um dos espaços mais habitado (!) pelas crianças e jovens. Assim sendo:

  • O que procuram?
  • Quando vêem?
  • Colocam vídeos?
  • Constitui-se como uma alternativa à TV, ou é outra forma de ver, precisamente, televisão?

Referências
Augé, Marc (1994). Não-lugares: introdução a uma antropologia da modernidade. Lisboa: Bertrand Editora.
Loureiro, Luís Miguel (2007). "Os arquivos globais de vídeo na Internet: entre o efémero e as novas perenidades. O caso do Youtube", Comunicação e Sociedade, 12, pp.163-172. Braga: CECS, U. Minho.
Vilches, Lorenzo (2003). A migração para o digital. São Paulo: Edições Loyola.

Nuvens de palavras

Paulo Querido está a desenvolver uma ferramenta de análise de conteúdo. Testou-a com os discursos de Sócrates. Pode-se ver aqui os resultados.

A imagem seguinte apresenta uma nuvem de palavras relativa ao discurso do PM num debate mensal sobre o acesso às tecnologias de informação e competitividade.

sábado, março 01, 2008

Contributos do humor para a literacia dos media

Nos últimos anos, têm surgido espaços de humor com qualidade assinalável. O resultado, e, ao mesmo tempo, a origem pode ser explicada com fenómenos de popularidade como o do quarteto humorístico Gato Fedorento. Pode referir-se também o Contra-Informação; o Inimigo Público, o suplemento satírico do jornal Público; ou os espaços diários nas várias rádios nacionais, para além doutros que proliferam na Web.

Cheguei a acompanhar com certa regularidade o Contra Informação e acontecia, algumas vezes, que ficava a saber de alguma notícia através deste programa satírico.
Na verdade, creio que o humor pode aumentar o interesse pelos diversos media, para, enquanto exercício de criatividade e de descontrução da realidade, levar os consumidores a refinarem o seu sentido crítico.

Tenho tido a oportunidade de verificar que há uma grande aceitação do humor por parte dos mais novos, para os quais poderá servir como uma excelente estratégia de (des)construção em relação os media. Os vídeos seguintes, da autoria dos GF, creio que fazem isso mesmo.


_sobre entrevistas rápidas nos telejornais
Testemunhas de um acidente




_sobre a novela Morangos com Açucar
Morangos com adoçante




_sobre o telemóvel
O que se pode fazer com um telemóvel?

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

O que faz a UE relativamente à literacia digital?

Estou a ler este artigo de Kerstin Junge e Kari Hadjivassiliou (The Tavistock Institute), O que fazem a UE e os Estados Membros relativamente à literacia digital?

No resumo, podemos ver uma interessante evolução da noção de Literacia Digital:
Os Estados Membros da UE estabeleceram para si próprios, em 2006, um objectivo ambicioso: reduzir para metade, até 2010, o fosso entre os “grupos em risco” e o cidadão médio no campo da literacia digital. Tendo-se comprometido a transformar a Europa na economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo até ao final do decénio (...).

Com este fim, a UE e os Estados Membros iniciaram a aplicação dum conjunto alargado de medidas no intuito de aumentar os níveis de literacia digital da população europeia. Duma forma geral, as primeiras medidas revelavam uma interpretação funcional da literacia digital que remetia apenas para a capacidade individual em utilizar eficientemente hardware e software. (...)

No entanto, e cada vez mais, o discurso tanto da UE como dos Estados Membros evoluiu para uma interpretação da literacia digital descrita sucintamente como “literacia dos média”. Enquanto tal, abarca agora uma dimensão cognitiva e crítica ausente da interpretação funcional. As iniciativas adoptadas mais recentemente, quer pela Comissão Europeia quer pelos Estados Membros no âmbito do novo programa i2010, caem agora sob a alçada desta interpretação, quando de início a literacia dos média era utilizada apenas em alguns países em relação ao ensino das TIC nas escolas.

Porém, uma interpretação mais sofisticada de literacia digital exige abordagens mais refinadas para medir o que foi alcançado. Um dos grandes desafios num futuro próximo será portanto o de encontrar indicadores menos genéricos e mais capazes de lidar com a diversidade de sujeitos e dos modos de aplicação necessários ao êxito das políticas de literacia digital. Só quando percebermos melhor o que funciona e o que não funciona é que poderemos abrir caminhos para combater a iliteracia digital persistente na Europa dos nossos dias.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

As novas tecnologias exigem literacia

"As novas tecnologias exigem literacia para serem correctamente usadas", frisou Pacheco Pereira, defendendo que os cidadãos e sobretudo os estudantes, quando fazem consultas na Internet, devem saber distinguir o que é verdadeiro do que é falso .
"Os jovens arrependem-se, quando são adultos, do que escreveram na Internet quando tinham 14 anos e isso fica para sempre na rede", lembrou Pacheco Pereira, ao referir-se à utilização das redes sociais muito populares entre os mais novos, como é o caso do Hi5, onde os jovens colocam quase tudo, desde coisas banais até às questões mais íntimas.
[Pacheco Pereira] atribui às escolas e às universidades o papel de preparar os cidadãos para lidar com os meios digitais. »» RTP

New Media Literacies...



Congresso interessante na University of Connecticut. Ver Brochura.

domingo, fevereiro 24, 2008

Um programa da era digital...

Álvaro Costa em entrevista ao DN...

O sucesso do programa passa também muito pela Internet. Como o encara?
A Liga dos Últimos é um programa da era digital. As audiências hoje estão fragmentadas, o YouTube, o Google e os blogues são formas de comunicação legítimas. Há programas lá fora que podem não ter uma grande audiência, estando fragmentada por vários meios. A Liga dos Últimos é um fenómeno do tempo que vivemos, pois podemos ver televisão no telemóvel, através do computador... A Internet é fundamental no crescimento deste projecto. As pessoas escolhem os momentos do programa e criam best of, é muito engraçado assistir a isto.

Não deixa de ser curioso que a passagem do programa Liga dos Últimos para a RTP1 - o motivo para esta entrevista - seja considerado uma promoção. Graças às novas formas de ver televisão, o programa foi "subindo, subindo e [chega agora] à primeira divisão". Portanto, o digital, mais do aniquilar, valoriza o analógico.

sábado, fevereiro 23, 2008

Banda Larga de Alta Velocidade nas Escolas



Todas as escolas do 5.º ao 12.º ano terão pelo menos 48Mbps como velocidade de acesso à Internet. Multiplica-se por mais de 10 a velocidade actual de acesso à Internet destas escolas e antecipa-se em 2 anos a concretização de uma das principais metas do Plano Tecnológico da Educação.O concurso lançado em 20 de Fevereiro permitirá ainda ligar em banda larga de alta velocidade todos os serviços centrais e regionais do Ministério da Educação. Concretiza-se, assim, o projecto de interligação de escolas e organismos do Ministério da Educação numa rede alargada da comunidade educativa. Fica aberta a porta para a prestação de serviços de voz, video e tv sobre a rede do ME.O investimento previsto é de 14 milhões e 500 mil Euros. »» Plano Tecnológico da Educação

sábado, fevereiro 16, 2008

Salão de Jogos - TSF


O programa Salão de Jogos passou esta sexta-feira na TSF.
[Os videojogos] são um escape ou alimentam comportamentos violentos? Isolam ou ajudam a desenvolver algumas capacidades das crianças? O debate em redor dos videojogos é intenso, o negócio tem muitos zeros e a lei é do tempo do VHS.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Digeracy

Prefiro pensar a literacia em diferentes níveis. O título original deste blog era: Digeracy (Digital Literacy). Ou seja, a minha preocupação central aqui é com um tipo de literacia que prepare pessoas para lidar com a abundância de informações através da utilização de recursos de informação e filtros colaborativos, para que com isso possam investir em um modelo de aprendizagem para a toda a vida. (...)

Da mesma forma que a boa literacia tradicional não é transmitida de forma adequada com programas de incentivo a leitura, contação de histórias, etc. A boa literacia digital também não é fomentada em programas de inclusão digital que apenas inserem os computadores nas comunidades transformando as pessoas em usuários passivos - daqueles que ficam zapeando na internet sem rumo, e quando vão ver, perderam grande parte do dia a troco de quase nada.

De um lado defendo que a literacia tradicional é fundamental, a ponto de sensibilizar as pessoas em relação a importância da boa leitura reflexiva. E do outro lado defendo a literacia digital, para mostrar que em uma era de abundância informacional não basta oferecer as pessoas conexão a internet de banda larga para que sejam apenas usuárias passivas da internet - confundido participação simplesmente como o ato de criar uma conta no orkut e fazer comentários sem sentido em comunidades.

Fabiano Caruso dixit

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Formar para um mundo… que já não existe

Escreve Manuel Pinto, na Página da Educação de Janeiro:

Conhecer melhor esta geração, tomar consciência daquilo que emerge como expressão de um novo paradigma cultural não pode ser remetido para o folclore da irrelevância pedagógica. É uma exigência humanizadora da educação, da qual todos temos a aprender.

Como tem chamado a atenção um autor como Henry Jenkins, não será correcto etiquetar toda uma geração como se fosse uma categoria homogénea e como se os tais "nativos", pelo facto de o serem, não carecessem da formação para a abordagem crítica das tecnologias ou, mais simplesmente, da literacia digital.

Brincadeiras favoritas das crianças

Há poucos dias, no 1º Congresso Internacional em Estudos da Criança, Brasilda Rocha começou a sua apresentação - O brinkar como transformador da energia - propondo aos presentes que pensassem em qual terá sido o seu brinquedo/brincadeira favorita na infância. Fiquei a pensar, sobretudo, no que responderão as agora crianças, que cresceem rodeadas de aparelhos digitais, daqui a uns anos...

Hoje, no JN, a propósito de um estudo sobre o papel das brincadeiras, pode ler-se que crianças respondem que o brinquedo favorito é...

"Computador", "playstation", "jogos on-line". As brincadeiras com computador parecem estar a destronar o futebol das preferências dos miúdos, mas a bola continua a ter muitos adeptos. Se é verdade que as crianças brincam cada vez mais dentro de casa, também parece indiscutível que actividades ao ar livre, como andar de bicicleta ou jogar às "escondidinhas", continuam a apaixonar os mais pequenos. (...)

"Se não tiver nada com que brincar, vejo televisão", diz prontamente Gonçalo Pinto, oito anos, quando confrontado com o cenário de não ter brinquedos com que se entreter. Playstation, gameboy e jogos de computador rivalizam com brincadeiras mais tradicionais, como "caçadinhas" e "escondidinhas", nas preferências do Gonçalo.
João Barbosa, seis anos, ainda não se rendeu ao fascínio dos computadores. A bola é brinquedo preferido e o futebol, claro, a actividade que mais gosta de praticar. E quando lhe perguntam se prefere brincar sozinho ou acompanhado, responde "Com os meus colegas. Sozinho não presta".

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A Disney faz uma jogada virtual para atrair crianças

Interessante, o artigo do Digital.publico.pt:

A Walt Disney conhece bem os mundos de fantasia, e sabe transportar públicos. (…)
A Disney quer estender-se ao mais novo dos meios de comunicação de massas: os mundos online para crianças. A Disney e outras empresas do entretenimento estão a capitalizar este mais recente fenómeno da Internet. (…)
Em 2011, 20 milhões de crianças e adolescentes visitarão mundos virtuais - foram 8,2 milhões em 2007, segundo a firam de pesquisa eMketer.

Fica-se a saber também que, ao contrário das redes sociais para adultos, aqui as crianças só têm acesso as todas as funcionalidades mediante pagamento. Os jogos online funcionam como doce para atrair para o resto e os pais não têm como resistir a pagar. A justificação dada para o pagamento é a necessidade de se criar um ambiente seguro.

Um último destaque para o facto de o público para quem desenvolvem estes mundos virtuais ser cada vez mais jovem, chegando já aos 3 anos de idade.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A Pesquisa na Web 2.0



Sabendo que a Web 2.0 passa de uma lógica do utilizador para o autor, em que o que era privado tende a ser público, a pesquisa na Web, já antes bem complexa, torna-se agora simultaneamente mais volumosa, mas também mais rica. Uma das faces mais visíveis é a Wikipédia, que coloca, em potência, cada um no papel de especialista. E, em muitos casos, muito justamente.

Para além das preocupações com a segurança na Internet, penso que a pesquisa de informação deveria assumir cada vez maior destaque nas preocupações relativamente às actividades online (ver educomunicação).

Pesquisar na Web - apesar de não parecer - não é fácil; ensinar a pesquisar na Web, tampouco. O papel do educador pode assumir um grande relevo, mas é desde logo de exigência elevada, pois os avanços tecnológicos são rápidos: apresentam grande potencial, mas também são imprevisíveis nos desafios que convocam. Por isso, é difícil acompanhar estas mudanças, sendo que muitos utilizadores não deram ainda conta dessas alterações.

Pesquisar é, desde logo, utilizar ferramentas, por isso é preciso conhecê-las minimamente, o seu potencial e descobrir novos horizontes de aplicação. Depois, para além do apoio ao aprendente, é necessário fomentar participação e colaboração, que podem não surgir automaticamente: é preciso provocá-las.

Uma simples ida ao Google é essencial, mas não é o suficiente para uma pesquisa abrangente. É necessário, agora, conjugar com novas ferramentas, que recorrem às tags, como é o caso do del.ci.ous, e à inteligência colectiva, que é um dos conceitos basilares da Web 2.0. Aliás, Prabhakar Raghavan, director de investigação na Yahoo! desde 2005, em entrevsita ao suplemento Digital do Público, explica que "[um dos] grandes desafios dos motores de busca [é] incentivar as pessoas a organizar a Internet".

Novas variáveis têm surgido, como é o caso de pesquisar pessoas. Por exemplo, algumas empresas, aquando do recrutamento de novos colaboradores, não dispensam uma passagem pelos sites sociais à procura de informações não curriculáveis sobre essas pessoas.

Persistência, curiosidade, vontade de inovar, capacidade de motivar e, também, criatividade são alguns dos condimentos de que o professor necessita para dinamizar actividades de pesquisa.

Para a investigação, a Web 2.0 está prenhe de matéria para reflectir. Por exemplo:

  • Se muitas pessoas já estão perdidas com a Web 1.0, o que fazer com o aumento de informação e serviços da Web 2.0?
  • Cada vez que surge uma nova ferramenta é necessário investir tempo para permanecer actualizado, o que será mais fácil para os que já dominam, e ainda fará sentir mais perdido quem não domina. Não poderá isto aumentar o fosso digital?
  • Como garantir a qualidade na produção de conteúdos quando o utilizador adopta o papel de produtor?
  • De que maneira se poderá incluir na aprendizagem em harmonia com o curriculum estas novas competências?

Creio que falar em sociedade da informação é ajustado à realidade que vivemos. Mas, tal como quando se está numa biblioteca, o facto de termos muitos livros acessíveis a um esticar de braços, isso não faz de nós nem mais inteligentes, nem mais conhecedores. Apenas temos um acesso privilegiado. Como chegar à informação, o modo como nos vamos apropriar dela e a forma como a vamos utilizar requer muito mais do que habilidades tecnológicas. E esse aspecto é decisivo para que cada um possa fazer as suas sínteses e dar um contributo válido para o enriquecimento da sociedade da informação.


Ref:
:::Coutinho, Clara & Junior, João (2007).
Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0.
:::Voigt, Emílio (2007). Web 2.0, E-Learning 2.0, EaD 2.0: Para Onde Caminha a Educação a Distância
:::Web 2.0 in Wikipédia

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Biblioteca :: Internet :: MSN

L: Então, a biblioteca da tua escola já funciona?
J: Sim, mas a Internet vai muitas vezes abaixo.

L: Mas já podes fazer os trabalhos…
J: Mas não nos deixam ir ao msn.

L: E precisas do msn para fazer trabalhos?
J: Então, se eu não souber, sempre encontro alguém no msn que me ajude.

J. tem 11 anos.

Sonia Livingstone na UMinho



No domingo passado, Sonia Livingstone esteve na U. Minho, no 1º Congresso de Estudos da Criança. (Ver Sol)


Esta investigadora é a responsável do projecto EU Kids Online. Portugal também participa, com uma equipa, liderada por Cristina Ponte. Um dos objectivos é fazer, a partir de diversos estudos realizados nos vários países, um conjunto de recomendações para os políticos legislarem de forma a que a Internet seja mais segura.

Breves ideias da sua intervenção que fixei:




  • referiu-se aos jovens de hoje como fazendo parte de uma peer culture;


  • as dinâmicas desenvolvidas devem ser vista na perpsectiva da criança, e não somente de forma paternalista;


  • os riscos advêm da complexidade de sociedade que criámos;


  • apesar de tudo, não se sabe se havia menos riscos há 20 anos;


  • às vezes, as crianças são elas próprias os vilões.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Pdf para incorporar

Já havia a possibilidade de incorporar, de forma graficamente atractiva, nas mensagens de blogue:
::: ppt através do slideshare.net
::: vídeos através do youtube.com
::: para os pdf, descobri agora, através do 2.0 Webmania, que existe o issuu.com

Para experimentar, coloco um exemplo, Introduction to Citizen Media (documento conhecido através de dica de Luís Santos).




terça-feira, janeiro 29, 2008

Ler vs Ver

Já aqui me tinha referido à dicotomia jogar vs ler. A este propósito, a palavra a
Vargas Llosa, citado por Lorenzo Vilches, no livro A Migração Digital:

As ficções exibidas nas telas [tv, cinema, computador, consolas] são intensas por sua imediatez e efémeras por seus resultados. Prendem-nos e liberta-nos quase de imediato.

Das literárias, somos prisioneiros para toda a vida.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Portugal versus/plus Espanha

Plano Tecnológico vs Plan Avanza
Através do suplemento Digital do Público, fiquei a conhecer o Plan Avanza, o equivalente ao nosso Plano Tecnológico.

Vale a pena comparar os programas que estão a ser desenvolvidos na área da Educação:
- Plano tecnológico da Educação
- e - Educación

Um dos programas espanhol é Jovenes en rede,

...una iniciativa del Gobierno para fomentar que los jóvenes Internautas establezcan y desarrollen su presencia personal y social en Internet.
Para ello, el programa ofrecerá a tod@s los jóvenes (de hasta 30 años) el registro gratuito de su propio dominio .es, sin costes durante el primer año.
Con el programa Jóvenes en Red, y de una forma fácil e intuitiva, los jóvenes podrán registrar sus propios dominios personales ".es".








Fundação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia - a Ibéria
A propósito da Criação Fundação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia, que resulta da colaboração entre Portugal e Espanha, existe uma nota final, que me suscitou curiosidade, sobre a sociedade de informação:
No domínio da Sociedade da Informação, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e o Ministro da Industria, Turismo e Comércio do Reino de Espanha assinaram um Protocolo de Cooperação que visa dar corpo ao memorando de Entendimento assinado em 2005 e desenvolver um programa de cooperação no âmbito das Tecnologias da Informação e Comunicação e da Sociedade da Informação entre os dois países. »» Portal do Governo

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Grifos na web




Criado no âmbito do programa Público na Escola, Grifos na Web é um projecto do jornal PÚBLICO que visa estimular a conservação da Natureza e a protecção do Ambiente junto dos alunos das escolas básicas e secundárias.

O projecto consiste na colocação de uma câmara de vídeo no ninho de um grifo (Gyps fulvus), na zona do Tejo Internacional, para que os alunos possam seguir em directo, 24 horas por dia, o comportamento destes animais e perceber a necessidade de conservar todas as espécies ameaçadas em Portugal. (Público - Grifos na Web)


Vale muito a pena seguir este projecto que resulta da parceria entre Público, Refer, SIC e FCCN.