segunda-feira, março 31, 2008

Pela Internet - Gilberto Gil...

...do álbum Banda Larga:



Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje...
[...]

Um barco que veleje
Nesse infomar
Que aproveite a vazante
Da infomaré
Que leve meu e-mail lá
Até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Aihê! Aihê! Aihê!...

Eu quero entrar na rêde
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo...

[letra]

terça-feira, março 25, 2008

segunda-feira, março 17, 2008

Construção de um jogo com alunos



Navegar é Preciso é o nome de um jogo que está ser construído por alunos do 8º ano, em conjunto com o professor, em Estudo Acompanhado e Área Projecto, pelo que é possível apurar através do blogue que tem acompanhado a sua criação, como se pode ver nos passos do jogo.

Só falta dizer que esta actividade está a ser desenvolvida no Agrupamento Vertical de Escolas do Cerco do Porto, como se pode ver no blogue Cerco(m)navegações.

Adenda: António Luís escreveu um comentário a esta mensagem, que agradeço, referindo que o projecto está a "ser desenvolvido nas aulas de História e em horários livres nas salas de TIC da escola".

sexta-feira, março 14, 2008

Competences in a knowledge based society


Framework for key competences in a knowledge based society
Retirado daqui: ec.europa.eu/education

terça-feira, março 11, 2008

BiblioGames

Já referi a questão da leitura e do jogar, e, agora, encontro jogos cuja temática é precisamente a biblioteca, por isso, penso que poderão ser apelidados de BiblioGames [o nome é inspirado no blogue onde encontrei grande parte destas informações, BiblioFilmes]

De facto, a ideia é aproveitar os videojogos para promover a leitura e "ajudar os alunos a desenvolverem competências através do divertimento e da repetição", segundo o Library Arcade.

Os dois exemplos, Within Range e I'll Get It [imagem seguinte], que aí aparecem são muito interessantes.


Entretanto, encontrei um livro dedicado a esta temática; Gamers... in the Library [imagem seguinte] e um congresso realizado o ano passado, em Chicago, sobre esta matéria, Gaming, Learning, and Libraries Symposium.

segunda-feira, março 10, 2008

Videojogos vs Chocolate

Há dias, na preparação de uma actividade com os meus orientadores, profs Manuel Pinto e Sara Pereira, falámos do filme "Charlie e a Fábrica de Chocolate", a propósito dos estereótipos de crianças que são seleccionadas para visitar a Fábrica de Willy Wonka.

Willy Wonka (Johnny Depp) é um estranho presidente de uma grande fábrica de chocolate que um dia resolve lançar um concurso. Decide colocar 5 bilhetes dourados em 5 embalagens dos seus chocolates. Quem os encontrar terá como prémio o direito a visitar a sua fábrica.

Charlie Bucket, um menino pobre que vive perto da fábrica com a sua família numerosa, é um dos vencedores e a visita vai revelar-se uma mina de surpresas. No fim da visita dos 5 felizardos, haverá apenas um com direito a um prémio especial.

Na companhia de Charlie, vão estar Mike Teavee, um miúdo viciado em televisão e videojogos [ver vídeo em baixo]; Violet Beauregarde, uma muito competitiva rapariga que passa o tempo a mascar pastilha elástica [ver vídeo no youtube]; Veruca Salt, uma mimada menina rica inglesa que obtém dos pais tudo aquilo que deseja [ver vídeo no youtube]; e Augustus Gloop, um gordo alemão que é um autêntico devorador de doces [ver vídeo no youtube]. (resumo retirado do Edusurfa)

No vídeo seguinte pode ver-se Mike Teavee, que representa a criança viciada em videojogos, super inteligente, cuja linguagem os pais não descodificam. Bastou-lhe comprar uma barra de chocolate para obter o prémio, graças aos cálculos matemáticos, mas a verdade é que nunca comeu chocolate...

video

[Obrigado, Jorge, pela edição do vídeo...]

sexta-feira, março 07, 2008

Computadores ajudam... ou prejudicam a aprendizagem?

Um colega reenviou-me um notícia onde se diz que...
As políticas de inclusão digital, que estimulam o uso de computadores nas escolas, podem estar gravemente equivocadas, de acordo com um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa mostra que o uso de computadores para fazer tarefas escolares está relacionado ao pior desempenho dos alunos - principalmente entre os mais pobres e mais jovens. »» Inovação Tecnológica

Com alguns dados que podem surprender, ou não, a notícia termina com uma frase do investigador: "[O computador] não é uma solução mágica para a educação".

terça-feira, março 04, 2008

Youtube, o novo não-lugar

Luís Miguel Loureiro (2007) chama ao Youtube o "novo não-lugar" do mundo. Curiosamente, este conceito de não-lugar foi utilizado pelo antropólogo Marc Augé, como forma de identificar lugares que não permitem criar identidade.

Ora, no texto, Loureiro fala da possibilidade de, no Youtube, nos tornarmos "emissores de nós mesmos" (Broadcast Yourself). Mas, neste mega arquivador de imagens em movimento, onde tudo cabe, há, por um lado, uma infinidade de escolhas que o visitante pode visualizar, mas há, também, "uma infinidade de esquecimentos, em forma de vídeo congelado à espera do accionamento redentor, aguardando um play que pode nunca chegar" (p.165).

Apesar de não-lugar, o Youtube constitui-se como um novo espaço público virtual e, um novo espaço social, no dizer de Vilches (2003: 10), fica à espera da sua ocupação. Fazer-se presente no Youtube é projectar o desejo de lembrança, mas não deixa de ser um repositório dos esquecimento global (Loureiro, 2007: 169).

Este fenómeno, com cem milhões de visionamento a cada dia que passa, que terá inspirado outros sistemas, como é o caso do português Sapo Vídeos, merece ser observado com atenção, nomeadamente no que toca às práticas dos seus utilizadores, este que é, seguramente, um dos espaços mais habitado (!) pelas crianças e jovens. Assim sendo:

  • O que procuram?
  • Quando vêem?
  • Colocam vídeos?
  • Constitui-se como uma alternativa à TV, ou é outra forma de ver, precisamente, televisão?

Referências
Augé, Marc (1994). Não-lugares: introdução a uma antropologia da modernidade. Lisboa: Bertrand Editora.
Loureiro, Luís Miguel (2007). "Os arquivos globais de vídeo na Internet: entre o efémero e as novas perenidades. O caso do Youtube", Comunicação e Sociedade, 12, pp.163-172. Braga: CECS, U. Minho.
Vilches, Lorenzo (2003). A migração para o digital. São Paulo: Edições Loyola.

Nuvens de palavras

Paulo Querido está a desenvolver uma ferramenta de análise de conteúdo. Testou-a com os discursos de Sócrates. Pode-se ver aqui os resultados.

A imagem seguinte apresenta uma nuvem de palavras relativa ao discurso do PM num debate mensal sobre o acesso às tecnologias de informação e competitividade.

sábado, março 01, 2008

Contributos do humor para a literacia dos media

Nos últimos anos, têm surgido espaços de humor com qualidade assinalável. O resultado, e, ao mesmo tempo, a origem pode ser explicada com fenómenos de popularidade como o do quarteto humorístico Gato Fedorento. Pode referir-se também o Contra-Informação; o Inimigo Público, o suplemento satírico do jornal Público; ou os espaços diários nas várias rádios nacionais, para além doutros que proliferam na Web.

Cheguei a acompanhar com certa regularidade o Contra Informação e acontecia, algumas vezes, que ficava a saber de alguma notícia através deste programa satírico.
Na verdade, creio que o humor pode aumentar o interesse pelos diversos media, para, enquanto exercício de criatividade e de descontrução da realidade, levar os consumidores a refinarem o seu sentido crítico.

Tenho tido a oportunidade de verificar que há uma grande aceitação do humor por parte dos mais novos, para os quais poderá servir como uma excelente estratégia de (des)construção em relação os media. Os vídeos seguintes, da autoria dos GF, creio que fazem isso mesmo.


_sobre entrevistas rápidas nos telejornais
Testemunhas de um acidente




_sobre a novela Morangos com Açucar
Morangos com adoçante




_sobre o telemóvel
O que se pode fazer com um telemóvel?