quarta-feira, abril 30, 2008

e-criar: guia de blogues e homepages


[via sítio do conguito]

A PT Escolas disponibiliza o e-criar, um Guia de Blogues e Homepages, baseado nos serviços disponibilizados pelo Sapo:
Este e-book destina-se a todos aqueles que têm curiosidade e querem aprender a estar online, preparar e construir uma homepage, criar, personalizar e manter um blog, entre muitas outras coisas.
Não é um manual técnico, não vamos aqui usar vocabulário complicado, os bits e os bytes ficam de fora. A linguagem é acessível, porque não é preciso complicar o que é simples e fácil.

As partes que constituem este manual, que pode ser descarregado também em pdf , são as seguintes:
  • Planear
  • Pesquisar
  • Seleccionar
  • Editar
  • Publicar
  • Divulgar
  • Comunicar
  • Segurança
Este manual junta-se aos referidos na mensagem anterior, sendo provavelmente um sinal da preocupação de preparar as pessoas para lidarem com a informação digital.

quarta-feira, abril 23, 2008

Manual da Literacia Digital para Educadores

Retirado do CRIE:
Já está disponível, no site Seguranet, o Manual da Literacia Digital para Educadores (Council of Europe). Em animação flash, é um excelente recurso que aqui fica para todos!
Guia para Professores (SeguraNet) (PDF)
Manual para Professores (SAFT) (PDF)

NASA desenvolve jogo educativo on-line

A NASA, segundo o Ciência Hoje, "apresentou ontem o projecto Massively Multiplayer Online (MMO), um programa que visa o desenvolvimento de jogos de educação científica online. (...) o projecto resulta do reconhecimento do poder dos jogos enquanto ferramentas educativas. Os utilizadores destes jogos online vão beneficiar de simulações científicas com um elevado grau de correcção, entre elas, por exemplo, poder experimentar reacções químicas em células vivas, manejar equipamentos de ponta ou experimentar a microgravidade".

Ver comunido da NASA.

terça-feira, abril 22, 2008

Os adolescente na net e o desejo de ser famoso

Muito bom o vídeo de Joana Capucho que "goza com todos os adolescentes que, por esse mundo fora, usam as webcams e a net para tentarem ser famosos".

segunda-feira, abril 21, 2008

O que se pode aprender com o sucesso do Google



Passagens da entrevista de Jeff Jarvins ao P2, de que o próprio dá conta no seu blogue, BuzzMachine:

[...]
Vai lançar um livro chamado What Would Google Do? Sobre que é?
Começou com uma ideia no meu blogue. A ideia é que o Google tem sido bem sucedido e por isso vale a pena perceber porque foi bem sucedido e ver se é possível aplicar as estratégias a outras companhias, instituições, indústrias, carreiras. É claro que nem sempre são aplicáveis. [...] O Google é distribuído. Não lhe interessa onde está. Está em toda a Internet. Quando eu ponho anúncios do Google no meu blogue, sou parte do Google. O Google desmantelou-se a si próprio. Isso é inteligente. E é uma das lições que as empresas podem seguir. Vou pegar nessas lições e aplicá-las a várias indústrias. Há uns tempos escrevi um post sobre como seria uma companhia aérea da Google. Seria melhor do que qualquer companhia que temos hoje.


É uma visão do Google não como uns tipos que tiveram sorte, mas como uma cultura...
Eu vejo uma cultura. E também vejo uma interpretação de como a Internet está a mudar. [...].

Muitos jornais acham que o Google lhes está a roubar o conteúdo...
Sim, sobretudo na Europa. Acho que estão a ser loucos! É como gritar com o dono do quiosque - como se atreve a ganhar dinheiro a vender o meu jornal!?! Se não se tem distribuição, não se vai a lado nenhum. Os jornais dependem dessa distribuição. O Google é o novo quiosque.

Mas o quiosque dá parte dos lucros aos jornais. É isso que eles reivindicam do Google.
O Google manda-lhe um link em troca, manda-lhe audiência. A responsabilidade de servir bem o leitor continua a ser dos jornais. [...] Se o conteúdo não for bom, ninguém vai ficar. O Yahoo é usado por muitas pessoas. Mas não é dono dessa audiência. Se alguém comprar um jornal por dia, é bom que compre o vosso. Mas, online, é bom fazer parte da conversa, ter pessoas a criar links. É uma arquitectura diferente. O Yahoo e a AOL têm algumas coisas giras. Acho que devem tornar tudo o que têm exportável. O que eles dizem é: venham até nós e fiquem. Isso é muito caro.

As redes sociais online, como o Hi5 ou o Facebook, fazem isso...
Exacto. E acho que isso é uma fraqueza. A Internet já é uma rede social. O vencedor é quem a souber organizar.

O que irá acontecer nos próximos dois ou três anos, vão restar duas ou três redes sociais dominantes, e as outras desparecem?
Bem, já sabem que eu consigo inventar umas tretas para responder a qualquer coisa... Agora, nem eu me atrevo a prever o que vai acontecer daqui a dois ou três anos. Há uns tempos convidaram-me para escrever um texto sobre como vai ser o jornalismo em 2020. E eu pus-me a pensar, onde é que estávamos há 12 anos? Pense nas mudanças incríveis nessa dúzia de anos!

quinta-feira, abril 17, 2008










O Summer Institute 2008 in Digital Media do Programa UT Austin/Portugal apresenta a possibilidade de se participar, mediante incrição por e-mail até 5 de Maio, em vários workshops:
  • Collaborative Scriptwriting
  • Digital Documentary
  • Digital Hollywood
  • Online Journalism
  • Creating Music and Audio for Film, Video and Games
  • Photorealistic 3D Graphics Rendering & Simulation

Para além disso, haverá também sessões abertas:
  • Innovation and Technology in Film Tom Schatz ~ 30 de Maio / 9h30 – Cinemateca
  • Digital Film ~ Tom Schatz – 6 de Junho / 18h – FCSH
  • Youth and New Media ~ Craig Watkins – 17 de Julho / 18h – FCSH
  • Remapping the Digital Divide ~ Sharon Strover – 2o de Junho / 18h – FCSH
Complete Information Summer Institute 2008 (PDF) (via Indústrias Culturais).

sábado, abril 12, 2008

ASLA Online III Virtual Conference - 2008

Com o tema Under Construction: A World Without Walls, esta Virtual Conference, organizada a partir da Austrália, pretende juntar especialistas na área da educação para reflectir e explorar o potencial educativo de um mundo globalmente conectado.

Será bem interessante, a avaliar pelo programa e plos temas, que são os seguintes:

1. Digital literacy: Building and providing online literary experiences
Enriching reading experiences for children and young adults
Creating e-books with a difference
Blogging the e-journal
Utilising computer games and interactive sites

2. Digital environments: Designing and applying collaborative tools for learning
Ultising Web 2.0 tools for learning
Constructing the virtual 24/7 school library and learning spaces
Capturing digital knowledge creation
Practising safe use policy and procedures

3. Digital pedagogy: Crafting and exercising digital teaching and learning practices
Designing e-learning curriculum programs
Exercising digital information ethics and social responsibility
Repackaging information literacy in a digital age
Promoting responsible digital copyright practices

Programa para a Competência Digital 2004-2008



Merece uma visita o Programa para a Competência Digital 2004-2008 do Ministério da Educação e Investigação da Noruega:

The vision of the Programme is digital competence for all. The Programme’s priority areas are infrastructure, competence development, R&D and digital teaching resources, curricula and working methods.

Digital competence builds bridges between skills like being able to read, write and do arithmetic and the competence required for using new digital tools and media in a creative and critical way.

sexta-feira, abril 04, 2008

LISBOETAS

Hoje, ao ouvir falar do filme "Lisboetas", lembrei-me de uma cena que me marcou bastante, que está no exercto seguinte, na parte final.
Uma emigrante ao telefone diz que está contente com a sua vida em Portugal, com o sol, a praia, com tudo, excepto... a escola.



quinta-feira, abril 03, 2008

Dá-me o telemóvel...



Caronia, Letizia (2008). “Growing Up Wireless: Being a Parent and Being a Child in the Age of Mobile Communication”, in Rivoltella P. C. (org.) DIGITAL LITERACY- Tools and Methodologies for Information Society, pp. 99-125. Hershey-New York: IGI Publishing.



Neste capítulo, Caronia começa por referir que cada nova tecnologia - como é o caso do telemóvel (faz hoje 35 anos que foi feita a primeira chamada) - quando entra na esfera social, produz comportamentos inesperados, causando alterações no modo de viver. Positivas e negativas.

Apoiando-se sobretudo num estado realizado por si, mas também em dados obtidos por outros investigadores, Caronia parte da hipótese de que este aparelho móvel de comunicação contribui para a criação de um novo modelo cultural de ser criança e de ser pai.

Em seguida, deixo algumas passagens do capítulo que podem ajudar a aprofundar a questão do telemóvel, de que tanto temos ouvido falar nos últimos dias.

- Allowing for silent and hidden communication, the mobile phone perfectly integrates a teenagers’ culture pattern: constructing their social word outside of their parents’ control and the official rules governing life school. (p.103)

- The limit of the numbers of available characters has been transformed into a resource for constructing a new language and new language games. Competence in this language defines the boundaries of a community of users, creates group membership and cohesion, and distances users from adults’ culture. (p.103-104)

- The mobile phone seems to work as a developmental tool that meets the needs of the growing up process. Particularly, young people use it to attain a certain degree of autonomy with respect to family world, to mark their belonging to a community of peers, to create their specific social organization, and to develop the skills and share the knowledge needed to become competent members of their own community. (p.104)

- Mobile phones have been interpreted by parents as means to exert control over and fulfil heir responsibilities toward their children. They have thus been completely domesticated in family’s moral economy and transformed into tools for family socialization. (p.106)

- Guy [a father]: But we also used it, now less, it used to be a lot like an umbilical cord with the kids. (p.106)

- Through the courses of action implicit in mobile phone use, parents do more than exert their role: they construct culture by legitimizing the definitions of what counts as “being a parent”, “being a child”, “or being a family” inscribed in their mobile phone mediated actions. (p.109)

- Children consider autonomy, freedom, and peer life coordination the fundamental reasons for owning a mobile. However it is not surprising that they strategically focus on safety reasons when impressing on parents the need to get one. Grasping the unique opportunities they offer, adolescents use phones as a means to act in ways that are consistent both their needs and rights and with those of their parents. (p.117)


Textos a ler

Rosado, Eliana & Bélisle, Claire (2006). "Analysing Digital Literacy Frameworks. A European Framework for Digital Literacy". LIRE, Université Lyon 2, Lyon. Url: http://lire.ish-lyon.cnrs.fr/IMG/pdf/Analysing-Edu-Frameworks.pdf.

Martin, A (2005). DigEuLit – a European Framework for Digital Literacy: a Progress Report. JeLit 2(2). Url: http://www.jelit.org/65/01/JeLit_Paper_31.pdf.

terça-feira, abril 01, 2008

Outras leituras



As Produções Fictícias celebram hoje 15 anos (ver JN). Como homenagem, deixo a sugestão da leitura de um texto, A graça sociológica do humor:

O slogan humorístico dos reverenciados Monty Python, «And Now For Something Completely Different», define bem qual o princípio estruturante fundamental na produção humorística dos humoristas das Produções Fictícias entrevistados – a busca da distinção. Uma distinção que consiste na produção de bens humorísticos «completamente diferentes» face aos que estão disponíveis no mercado nacional e estilisticamente opostos aos produtos nele dominantes. O gosto de classe prolonga no campo do humor diferenças estruturais que estruturam esse mesmo contexto de interacção estruturante.

Referência: CANTANTE, Frederico (2007). A graça sociológica do humor. CIES e-Working Paper, 33. Lisboa : CIES-ISCTE.