segunda-feira, abril 21, 2008

O que se pode aprender com o sucesso do Google



Passagens da entrevista de Jeff Jarvins ao P2, de que o próprio dá conta no seu blogue, BuzzMachine:

[...]
Vai lançar um livro chamado What Would Google Do? Sobre que é?
Começou com uma ideia no meu blogue. A ideia é que o Google tem sido bem sucedido e por isso vale a pena perceber porque foi bem sucedido e ver se é possível aplicar as estratégias a outras companhias, instituições, indústrias, carreiras. É claro que nem sempre são aplicáveis. [...] O Google é distribuído. Não lhe interessa onde está. Está em toda a Internet. Quando eu ponho anúncios do Google no meu blogue, sou parte do Google. O Google desmantelou-se a si próprio. Isso é inteligente. E é uma das lições que as empresas podem seguir. Vou pegar nessas lições e aplicá-las a várias indústrias. Há uns tempos escrevi um post sobre como seria uma companhia aérea da Google. Seria melhor do que qualquer companhia que temos hoje.


É uma visão do Google não como uns tipos que tiveram sorte, mas como uma cultura...
Eu vejo uma cultura. E também vejo uma interpretação de como a Internet está a mudar. [...].

Muitos jornais acham que o Google lhes está a roubar o conteúdo...
Sim, sobretudo na Europa. Acho que estão a ser loucos! É como gritar com o dono do quiosque - como se atreve a ganhar dinheiro a vender o meu jornal!?! Se não se tem distribuição, não se vai a lado nenhum. Os jornais dependem dessa distribuição. O Google é o novo quiosque.

Mas o quiosque dá parte dos lucros aos jornais. É isso que eles reivindicam do Google.
O Google manda-lhe um link em troca, manda-lhe audiência. A responsabilidade de servir bem o leitor continua a ser dos jornais. [...] Se o conteúdo não for bom, ninguém vai ficar. O Yahoo é usado por muitas pessoas. Mas não é dono dessa audiência. Se alguém comprar um jornal por dia, é bom que compre o vosso. Mas, online, é bom fazer parte da conversa, ter pessoas a criar links. É uma arquitectura diferente. O Yahoo e a AOL têm algumas coisas giras. Acho que devem tornar tudo o que têm exportável. O que eles dizem é: venham até nós e fiquem. Isso é muito caro.

As redes sociais online, como o Hi5 ou o Facebook, fazem isso...
Exacto. E acho que isso é uma fraqueza. A Internet já é uma rede social. O vencedor é quem a souber organizar.

O que irá acontecer nos próximos dois ou três anos, vão restar duas ou três redes sociais dominantes, e as outras desparecem?
Bem, já sabem que eu consigo inventar umas tretas para responder a qualquer coisa... Agora, nem eu me atrevo a prever o que vai acontecer daqui a dois ou três anos. Há uns tempos convidaram-me para escrever um texto sobre como vai ser o jornalismo em 2020. E eu pus-me a pensar, onde é que estávamos há 12 anos? Pense nas mudanças incríveis nessa dúzia de anos!

Sem comentários: