(…) numa época como esta nossa, em que, aos cinco ou seis anos, qualquer criança do mundo civilizado, mesmo sedentária e indolente, já viajou a Marte para pulverizar quantos homenzinhos verdes lhe saíram ao caminho, já dizimou o terrível exército de dragões mecânicos que guardava o ouro Forte Knox, já fez saltar em pedaços o rei dos tiranossauros, já desceu sem escafandro nem batiscafo às fossas submarinas mais profundas, já salvou a humanidade do aerólito monstruoso que vinha aí destruir a Terra. Ao lado de tão superiores façanhas, o rapazinho da Azinhaga só teria para apresentar a sua ascensão à ponta extrema do freixo de vinte metros, ou então, modestamente, mas de certeza com maior proveito degustativo, as sua subidas à figueira do quintal, de manhã cedo, para colher os frutos ainda húmidos da orvalhadas nocturna e sorver, como um pássaro guloso, a gota de mel que surdia do interior deles. Pouca coisa, em verdade, mas é bem provável que o heróico vencedor do tiranossauro não fosse nem sequer capaz de apanhar uma lagartixa à mão. (pág. 20)
sexta-feira, novembro 24, 2006
Saramago e os videojogos
No seu recente livro, As Pequenas Memórias (Caminho), Saramago compara a sua infância com a dos «precoces manipuladores de universos virtuais» (pág. 21).
terça-feira, outubro 10, 2006
domingo, outubro 01, 2006
Encontro sobre WebQuest
Atenção aos últimos dias (e últimas vagas!) para inscrição no Encontro sobre Webquest.Será um dia intenso, com:
» 2 conferências - destaque para a do mentor das WebQuest, Bernie Dodge (haverá tradução simultânea);
» 5 workshops (estarei lá a dinamizar um);
» 10 comunicações longas (é possível aceder à WebQuest e resumo de cada comunicação);
» 19 comunicações breves (tal como as anteriores, é possível aceder à WebQuest e resumo).
Destaco ainda a qualidade dos materiais que serão distribuídos, onde se incluui o Cd com as actas.
quarta-feira, julho 12, 2006
terça-feira, junho 20, 2006
A memória na Web
A Selecção Portuguesa está apurada para a fase seguimente do Mundial da Alemanha. É impossível não recodarmos, por estes dias, a festa que foi o Euro 2004, realizado no nosso país. Viveram-se, então, emoções muito fortes.Mas, como decorreram os jogos de Portugal na fase de grupos? Sabemos que começou por perder com a Grécia (Ai, a Grécia...). E qual foi a equipa, nesse jogo, e com a Rússia e a Espanha; os marcadores, os cartões, o decorrer do jogo... Está tudo aqui.
quinta-feira, junho 15, 2006
quinta-feira, junho 08, 2006
Videogames podem reduzir erros em cirurgias
Um novo estudo sugere a quem se prepara para ser submetido a uma cirurgia que pergunte ao médico se ele já jogou videogame. Os cirurgiões que se "aqueceram" jogando videogames como "Super Monkey Ball" por 20 minutos imediatamente antes de treinos cirúrgicos trabalharam com mais rapidez e cometeram menos erros do que os outros. [tecnologia.terra.com.br]
quinta-feira, junho 01, 2006
Videojogos ao serviço do Estado
Notícia do Jornal de Notícias [links colocados por mim].
«As grandes batalhas ideológicas que animam o planeta saltaram dos gabinetes dos estrategas para o universo dos videojogos. E têm feito estragos muito para lá das consolas e dos computadores. As primeiras imagens do novo jogo produzido pelos estúdios norte-americanos Pandemic, o "Mercenaries 2 - World In Flames", que chegará apenas em 2007 ao mercado, suscitaram aceso debate no Parlamento venezuelano, cheio de deputados indignados com o jogo. Aquele, de grande realismo, consiste em levar um comando dos EUA a assaltar a refinaria venezuelana de Amuay para garantir o controlo da produção petrolífera que se encontra nas mãos do tirano local. Não foi difícil à deputada Gabriela Ramírez ver, no jogo, uma peça da alegada campanha internacional dos EUA para justificar uma futura agressão militar à Venezuela, visando cativar os seus recursos petrolíferos.
«O caso não é inédito. Já antes, o "Mercenaries 1" evocava, de forma explícita, ataque similar à Coreia do Norte. Ali, porém, onde sobreviver é tarefa diária, não houve protestos - a existirem consolas, a realidade irá superar sempre a fantasia digital, por mais monstruosa que se apresente
«Mas a banalização da tecnologia dos videojogos ao serviço da propaganda não conhece fronteiras. Esta semana começará a ser distribuído um videojogo iraniano [o "Commander Bahman"], desenvolvido pelos membros de uma associação islâmica de estudantes, em que um comando iraniano tem de libertar um engenheiro nuclear capturado pelas forças norte-americanas no Iraque, onde se encontrava em peregrinação aos lugares santos xiitas de Kerbala. Com a tensão instalada entre Washington e Teerão, o êxito está assegurado.
«Algo que não aconteceu com o videojogo lançado pela ONU, do estilo "Sim City", [o "Food Force"]em que o objectivo é desempenhar tarefas ao serviço do Programa Alimentar Mundial. Os números mostram que lançar comida sobre campos de refugiados será menos entusiasmante do que atirar bombas sobre inimigos virtuais...»
«As grandes batalhas ideológicas que animam o planeta saltaram dos gabinetes dos estrategas para o universo dos videojogos. E têm feito estragos muito para lá das consolas e dos computadores. As primeiras imagens do novo jogo produzido pelos estúdios norte-americanos Pandemic, o "Mercenaries 2 - World In Flames", que chegará apenas em 2007 ao mercado, suscitaram aceso debate no Parlamento venezuelano, cheio de deputados indignados com o jogo. Aquele, de grande realismo, consiste em levar um comando dos EUA a assaltar a refinaria venezuelana de Amuay para garantir o controlo da produção petrolífera que se encontra nas mãos do tirano local. Não foi difícil à deputada Gabriela Ramírez ver, no jogo, uma peça da alegada campanha internacional dos EUA para justificar uma futura agressão militar à Venezuela, visando cativar os seus recursos petrolíferos.«O caso não é inédito. Já antes, o "Mercenaries 1" evocava, de forma explícita, ataque similar à Coreia do Norte. Ali, porém, onde sobreviver é tarefa diária, não houve protestos - a existirem consolas, a realidade irá superar sempre a fantasia digital, por mais monstruosa que se apresente
«Mas a banalização da tecnologia dos videojogos ao serviço da propaganda não conhece fronteiras. Esta semana começará a ser distribuído um videojogo iraniano [o "Commander Bahman"], desenvolvido pelos membros de uma associação islâmica de estudantes, em que um comando iraniano tem de libertar um engenheiro nuclear capturado pelas forças norte-americanas no Iraque, onde se encontrava em peregrinação aos lugares santos xiitas de Kerbala. Com a tensão instalada entre Washington e Teerão, o êxito está assegurado.
«Algo que não aconteceu com o videojogo lançado pela ONU, do estilo "Sim City", [o "Food Force"]em que o objectivo é desempenhar tarefas ao serviço do Programa Alimentar Mundial. Os números mostram que lançar comida sobre campos de refugiados será menos entusiasmante do que atirar bombas sobre inimigos virtuais...»A este respeito, ver Os videojogos: potencialidades comunicativas e de desenvolvimento da consciência crítica.
quinta-feira, abril 27, 2006
matUTAD
O matUTAD é um jogo de computador, on-line, desenvolvido para alunos dos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. É um jogo de matemática constituído por 20 perguntas a responder em 20 minutos. (ver regras)Trata-se de um projecto iniciado em 2003, cujo responsável é o Departamento de Matemática da UTAD, tendo sido desenvolvido em conjunto com os vários Núcleos de Estágio de Matemática.
No próximo dia 6 de Maio, realiza-se em Vila Real, na UTAD, a Grande Final, a que vou poder assitir.
segunda-feira, abril 17, 2006
Projecto "Era uma vez"

Nasceu o Projecto "Era uma vez", um Podcast para crianças e professores do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Para se saber mais acerca deste projecto, basta ouvir a explicação que se encontra no final da primeira história.
A qualidade desta primeira amostra é bem acima da média.
Parabéns ao meu amigo Pedro Dias "Conguito"!
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