
quinta-feira, novembro 29, 2007
e-Learning e Comunidades - conferência

quinta-feira, novembro 15, 2007
Toshiba distingue Governo pelo programa e-escolas
Um programa que foi iniciado em Outubro é já considerado um sucesso. Mas o critério que permite aferir isso é apenas o número de computadores distribuído - vendido, diria eu. Quanto à "inovação e impacto" que isso trará à sociedade, não pode existir ainda nenhum dado concreto. Concreto só mesmo o negócio bem interessante para as empresas que participam neste programa, como é o caso da Toshiba.A iniciativa e-escolas foi hoje distinguida oficialmente pela Toshiba Europa com o Best European Project Award. (...) O projecto promovido pelo Governo foi reconhecido internacionalmente pelo contributo decisivo que trouxe ao país, quer a nível da Sociedade da Informação quer no que diz respeito ao incentivo educacional associado à acção.
João Amaral, da Toshiba Portugal, frisou que o programa e-escolas é destacado pela "inovação e impacto" que trouxe para a sociedade actual e pela "mudança que representa no paradigma da educação". (...) Por fim, José Sócrates recebeu o prémio e destacou que o e-escolas é o "programa mais emblemático do Plano Tecnológico e é um sucesso".
O primeiro-ministro destacou que até à data já foram recebidos e aceites 100 mil pedidos de aquisição de computadores no âmbito do projecto e hoje era ultrapassada a meta dos 40 mil equipamentos entregues, já que na sessão fora distribuídos 60 portáteis a professores e alunos beneficiários do programa. TEK.sapo.pt
sábado, novembro 03, 2007
INE e inovação
Pediu o nome, telefone e solicitou ainda o meu e-mail, porque nos próximos sensos o INE quer testar a possibilidade de fazer a recolha de dados através da resposta por correio electrónico.
Para além desta ideia pertinente, não pude deixar de reparar na forma como a senhora guardou os elementos que lhe forneci. Introduziu-os directamente no computador e, no fundo, estava uma imagem da zona onde vivo, captada por satélite (para comprovar isso, tirei uma fotografia, com a devida autorização, como se pode ver em baixo). A imagem é muito parecida com a que se pode ver no Google Earth.
Depois, fui consultar ao site do INE e verifiquei, afinal, que a imagem que aí se apresenta não é a mesma do GEarth. Aliás, no do INE é possível ver terras que o GEarth não mostra.
Agradável surpresa esta.
sexta-feira, novembro 02, 2007
Todos os nomes – work in progress...
É isso que acontece na tentativa de entender os efeitos que as tecnologias têm nas (novas?) gerações. Tenho encontrado alguns nomes, quer em trabalhos académicos, quer na comunicação social ou em blogues. Se antes era a Geração Rasca, agora é a…
- Geração Net
- Geração W
- Geração digital
- Screenagers
- Geração Google
- Geração Youtube
Há mais?
quinta-feira, novembro 01, 2007
E-mail no Plano Tecnológico para a Educação

O Plano Tecnológico da Educação, publicado em Diário da República (18 de Setembro de 2007), dá conta de que...
Apesar do aumento de dotação de equipamentos e dos esforços para aumentar a utilização do correio electrónico, este canal de comunicação ainda é muito pouco utilizado (menos de um terço das escolas disponibiliza endereços de e-mail a docentes e não docentes versus 70 % a nível europeu). É importante acelerar a adopção e a utilização de e -mail pelo seu efeito dinamizador na utilização de tecnologia e de aumento de eficiência na gestão. »»DR
Não podia estar mais de acordo com a ideia de que o e-mail tem um “efeito dinamizador na utilização de tecnologia”. Já quanto aos «esforços para aumentar a utilização do correio electrónico», duvido de que tenha sido feito tudo o que estava ao alcance da escola e de quem a dirige.
O Plano Tecnológico para a Educação, que é tão ambicioso em patamares estatísticos de distribuição de hardware e de acessibilidades à rede, quanto à utilização do e-mail propõe-se…
Massificar a utilização de meios de comunicação electrónicos, disponibilizando endereços de correio electrónico a 100 % de alunos e docentes já em 2010; »»DR
O “já” só poderá entender-se como um apontamento irónico, a meu ver.
Para promover uma alfabetização digital, pequenos passos podem despoletar a alteração de hábitos e ganhar novas perspectivas. O facto de as escolas, ou o Ministério da Educação, não terem atribuído uma conta de e-mail aos docentes e alunos contitui, na minha opinião, um erro enorme.
Numa formação que oriento com outro colega professor, relacionada com Bibliotecas Digitais e Novas Literacias, propusemo-nos, entre outros, fazer com que os professores que participam perdessem o medo - a palavra é essa - de utilizarem coisas tão básicas como o correio electrónico. Numa troca de e-mails com uma colega da formação, descrevia-me o fascínio que era enviar um e-mail e receber uma resposta logo de seguida. Enviou o seu primeiro e-mail há uma semana atrás. E agora confessa que está “a tentar descobrir algumas ‘coisas’ deste novo mundo - para mim”.
Infelizmente não só para si. Em grande parte das escolas assiste-se a situações como as seguintes.
1. Habitualmente, quando se quer fazer um aviso, um ou mais funcionários levam o aviso a cada professor, para que leia e assine, atestando que dele tomou conhecimento.
Será necessária pelo menos uma semana para que numa escola com 100 professores este processo fique completo. E os funcionários, qual Mercúrio-mensageiros, passam o tempo a ‘pesquisar’ onde estão os professores.
2. Grande parte das reuniões realizadas não passam de uma mera transmissão de informação. Numa cadeia deste género, ME - DRE's - Escola - Conselho Pedagógico – Departamentos - Professores. A qualidade da circulação da informação é fundamental para que uma instituição funcione. E com a atribuição de uma conta de e-mail oficial aos professores, o ME conseguiria eliminar etapas e evitar hipotéticos ruídos; as escolas, poupar algumas resmas de papel e tinteiros.
3. A comunicação escola«-»professor; professor«-»aluno; pais«-»escola/professor sairia beneficiada com a utilização desta ferramenta. Sendo, como devia, considerada com meio oficial de comunicação, iria levar a que os vários agentes sentissem a necessidade de utilizar com regularidade o e-mail.
4. Pela observação que faço dos alunos, o e-mail não está no topo das suas ferramentas favoritas. Muitos têm uma conta de e-mail apenas para utilizar o Messenger ou poder abrir contas em sites que solicitem um endereço de correio electrónico.
No entanto, cada vez mais, muito do trabalho feito numa empresa passa pela leitura, resposta e gestão do e-mail. Um aluno que saia do ensino secundário sem ter uma conta de e-mail (pessoal ou da escola) não está preparado para ingressar na universidade ou no mercado de trabalho.
5. Por fim, a utilização do e-mail, nos aspectos técnicos e, sobretudo, nos comunicacionais, deve ser objecto de aprendizagem. Contudo, se os professores não utilizarem, se os alunos não perspectivarem esta ferramenta como um meio de trabalho, julgo que a implementação de uma literacia digital, assente essencialmente na distribuição de equipamento, está a ser construída como um edifício iniciado a partir 2º ou 3º andares.
domingo, outubro 28, 2007
Promover o fosso digital sem o saber...
Acredito que os professores, ao levarem as tecnologias para sala de aula, têm como objectivo desenvolver nos alunos competências importantes para o seu futuro, e para o seu presente, desde logo.
Da minha experiência no campo de trabalho, verifico, sem grande surpresa, que os jovens estudantes se encontram em diferentes níveis de utilização de dispositivos digitais. Mas, muitas vezes, imagina-se que os alunos sabem mais do que aquilo que realmente sabem. Se, para alguns, basta uma breve explicação, e o treino adquirido com os videojogos e a utilização de sites sociais fazem o resto; outros alunos, prejudicados pelo facto de não terem computador, consola e Internet nos seus lares, ficam uns furos abaixo.
Ora, ao sugerir-se uma actividade com recurso às TIC – fazer um blogue como porta-fólio, por exemplo – pode dar-se o caso de haver uma evolução por parte de alunos que já têm algum domínio. Ao passo que os outros terão dificuldade em os acompanhar.
Apesar da aparente distribuição ao desbarato de computadores pelos alunos, são ainda muitos (mais uma vez, são dados que se baseiam numa análise do quotidiano, sem nenhuma base científica) que não têm computador com acesso à Internet. E as escolas do EBS têm alguns computadores, mas quase sempre em salas para aulas, cujo acesso está limitado a esse fim.
Na escola onde trabalho, com cerca de 1000 alunos, há apenas 5 computadores com acesso à Net para realizar trabalhos fora das aulas. E conheço escolas cuja sala de computadores de acesso livre fecha… nos intervalos. Poderia ainda referir a dificuldade para imprimir trabalhos, entre outros.
De uma forma geral, não parece que as escolas estejam preparadas para proporcionar uma igualdade de oportunidade aos alunos mais desfavorecidos. Por isso, volto à minha auto-provocação inicial: propor actividades com as tecnologias não poderá acentuar diferenças em termos de alfabetização digital?
sábado, outubro 27, 2007
O HUMOR explica melhor
Como me dizia o Nelson, o humor «é necessário para abordar questões complexas».
Perigos da proliferação de dispositivos de captação de imagem

O mais grave é que cada um pode ser, por outro lado, actor em filmes indesejáveis. Vai-se ouvindo falar, de vez em quando, de casos como o que aparece na notícia.
Por outro lado, sites sociais, como o Myspace ou Hi5, revelam que as pessoas gostam afinal de se expor. Aí aparecem fotografias inenarráveis, colocadas pelos próprios. O mais curioso é que quando alguém abre um espaço nestes sites sociais, nesse processo, aparece uma opção para enviar um convite para os contactos de e-mail. E visitar alguns espaços de pessoas que conhecemos pessoalmente pode fazer corar o mais liberal dos visitantes.
Julgo que é muito importante educar para a privacidade, ajudando a entender o que deve ser da esfera pública e privada. Pois tudo o que está na Web poderá ser visto por qualquer pessoa.
sexta-feira, outubro 19, 2007
EU Conference eLearning Lisboa 2007

Deve-se evitar participar em encontros como EU Conference eLearning Lisboa 2007- Delivering on the Lisbon Agenda, que decorreu esta segunda e terça-feira.
1. Por um lado, não estou habituado a encontros desta dimensão e que englobem um logística tão elaborada (cerca de 1800 participantes) e tanta opulência. Já estive na organização de eventos científicos, e gerir os “tostões” foi sempre bastante difícil.
2. Além disso, a entrada era gratuita; ao passo que os congressos são, habitualmente, bastante caros para quem quer participar.
3. No entanto, os dois pontos anteriores são laterais, ao contrário deste. Na verdade, foi muito bom conhecer as expectativas de alguns dos mais conceituados investigadores nos temas da conferência, Coesão Digital e Social, Requalificação na Sociedade do Conhecimento, O Valor do E-Learning. O caminho deverá ser, entre outros, o de:
- educar para aprender e não para ser ensinado;
- ajudar os alunos a lidar com a informação: encontrar, avaliar, usar e partilhar a informação;
- preparar as novas gerações para empregos nas tecnologias que ainda não se conhecem, mas que hão-de surgir nos próximos anos;
- usar as competências digitais para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
MAS, depois destes dois dias de expectativas, de entusiasmo, de provocação, de desafio... regressa-se à realidade da escola que parece viver num outro ritmo. Difícil, esta gestão de velocidades, ambas vertiginosas.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Indústrias Culturais. Imagens, valores e consumos
Mais um blogue que passa a livro, Indústrias Culturais. Imagens, valores e consumos, editado pelas Edições 70. O autor é Rogério Santos, o blogue em causa, Indústrias Culturais, de que sou leitor assíduo. O livro é apresentado no dia 25 em Lisboa.
