quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A Pesquisa na Web 2.0



Sabendo que a Web 2.0 passa de uma lógica do utilizador para o autor, em que o que era privado tende a ser público, a pesquisa na Web, já antes bem complexa, torna-se agora simultaneamente mais volumosa, mas também mais rica. Uma das faces mais visíveis é a Wikipédia, que coloca, em potência, cada um no papel de especialista. E, em muitos casos, muito justamente.

Para além das preocupações com a segurança na Internet, penso que a pesquisa de informação deveria assumir cada vez maior destaque nas preocupações relativamente às actividades online (ver educomunicação).

Pesquisar na Web - apesar de não parecer - não é fácil; ensinar a pesquisar na Web, tampouco. O papel do educador pode assumir um grande relevo, mas é desde logo de exigência elevada, pois os avanços tecnológicos são rápidos: apresentam grande potencial, mas também são imprevisíveis nos desafios que convocam. Por isso, é difícil acompanhar estas mudanças, sendo que muitos utilizadores não deram ainda conta dessas alterações.

Pesquisar é, desde logo, utilizar ferramentas, por isso é preciso conhecê-las minimamente, o seu potencial e descobrir novos horizontes de aplicação. Depois, para além do apoio ao aprendente, é necessário fomentar participação e colaboração, que podem não surgir automaticamente: é preciso provocá-las.

Uma simples ida ao Google é essencial, mas não é o suficiente para uma pesquisa abrangente. É necessário, agora, conjugar com novas ferramentas, que recorrem às tags, como é o caso do del.ci.ous, e à inteligência colectiva, que é um dos conceitos basilares da Web 2.0. Aliás, Prabhakar Raghavan, director de investigação na Yahoo! desde 2005, em entrevsita ao suplemento Digital do Público, explica que "[um dos] grandes desafios dos motores de busca [é] incentivar as pessoas a organizar a Internet".

Novas variáveis têm surgido, como é o caso de pesquisar pessoas. Por exemplo, algumas empresas, aquando do recrutamento de novos colaboradores, não dispensam uma passagem pelos sites sociais à procura de informações não curriculáveis sobre essas pessoas.

Persistência, curiosidade, vontade de inovar, capacidade de motivar e, também, criatividade são alguns dos condimentos de que o professor necessita para dinamizar actividades de pesquisa.

Para a investigação, a Web 2.0 está prenhe de matéria para reflectir. Por exemplo:

  • Se muitas pessoas já estão perdidas com a Web 1.0, o que fazer com o aumento de informação e serviços da Web 2.0?
  • Cada vez que surge uma nova ferramenta é necessário investir tempo para permanecer actualizado, o que será mais fácil para os que já dominam, e ainda fará sentir mais perdido quem não domina. Não poderá isto aumentar o fosso digital?
  • Como garantir a qualidade na produção de conteúdos quando o utilizador adopta o papel de produtor?
  • De que maneira se poderá incluir na aprendizagem em harmonia com o curriculum estas novas competências?

Creio que falar em sociedade da informação é ajustado à realidade que vivemos. Mas, tal como quando se está numa biblioteca, o facto de termos muitos livros acessíveis a um esticar de braços, isso não faz de nós nem mais inteligentes, nem mais conhecedores. Apenas temos um acesso privilegiado. Como chegar à informação, o modo como nos vamos apropriar dela e a forma como a vamos utilizar requer muito mais do que habilidades tecnológicas. E esse aspecto é decisivo para que cada um possa fazer as suas sínteses e dar um contributo válido para o enriquecimento da sociedade da informação.


Ref:
:::Coutinho, Clara & Junior, João (2007).
Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0.
:::Voigt, Emílio (2007). Web 2.0, E-Learning 2.0, EaD 2.0: Para Onde Caminha a Educação a Distância
:::Web 2.0 in Wikipédia

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Biblioteca :: Internet :: MSN

L: Então, a biblioteca da tua escola já funciona?
J: Sim, mas a Internet vai muitas vezes abaixo.

L: Mas já podes fazer os trabalhos…
J: Mas não nos deixam ir ao msn.

L: E precisas do msn para fazer trabalhos?
J: Então, se eu não souber, sempre encontro alguém no msn que me ajude.

J. tem 11 anos.

Sonia Livingstone na UMinho



No domingo passado, Sonia Livingstone esteve na U. Minho, no 1º Congresso de Estudos da Criança. (Ver Sol)


Esta investigadora é a responsável do projecto EU Kids Online. Portugal também participa, com uma equipa, liderada por Cristina Ponte. Um dos objectivos é fazer, a partir de diversos estudos realizados nos vários países, um conjunto de recomendações para os políticos legislarem de forma a que a Internet seja mais segura.

Breves ideias da sua intervenção que fixei:




  • referiu-se aos jovens de hoje como fazendo parte de uma peer culture;


  • as dinâmicas desenvolvidas devem ser vista na perpsectiva da criança, e não somente de forma paternalista;


  • os riscos advêm da complexidade de sociedade que criámos;


  • apesar de tudo, não se sabe se havia menos riscos há 20 anos;


  • às vezes, as crianças são elas próprias os vilões.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Pdf para incorporar

Já havia a possibilidade de incorporar, de forma graficamente atractiva, nas mensagens de blogue:
::: ppt através do slideshare.net
::: vídeos através do youtube.com
::: para os pdf, descobri agora, através do 2.0 Webmania, que existe o issuu.com

Para experimentar, coloco um exemplo, Introduction to Citizen Media (documento conhecido através de dica de Luís Santos).




terça-feira, janeiro 29, 2008

Ler vs Ver

Já aqui me tinha referido à dicotomia jogar vs ler. A este propósito, a palavra a
Vargas Llosa, citado por Lorenzo Vilches, no livro A Migração Digital:

As ficções exibidas nas telas [tv, cinema, computador, consolas] são intensas por sua imediatez e efémeras por seus resultados. Prendem-nos e liberta-nos quase de imediato.

Das literárias, somos prisioneiros para toda a vida.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Portugal versus/plus Espanha

Plano Tecnológico vs Plan Avanza
Através do suplemento Digital do Público, fiquei a conhecer o Plan Avanza, o equivalente ao nosso Plano Tecnológico.

Vale a pena comparar os programas que estão a ser desenvolvidos na área da Educação:
- Plano tecnológico da Educação
- e - Educación

Um dos programas espanhol é Jovenes en rede,

...una iniciativa del Gobierno para fomentar que los jóvenes Internautas establezcan y desarrollen su presencia personal y social en Internet.
Para ello, el programa ofrecerá a tod@s los jóvenes (de hasta 30 años) el registro gratuito de su propio dominio .es, sin costes durante el primer año.
Con el programa Jóvenes en Red, y de una forma fácil e intuitiva, los jóvenes podrán registrar sus propios dominios personales ".es".








Fundação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia - a Ibéria
A propósito da Criação Fundação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia, que resulta da colaboração entre Portugal e Espanha, existe uma nota final, que me suscitou curiosidade, sobre a sociedade de informação:
No domínio da Sociedade da Informação, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e o Ministro da Industria, Turismo e Comércio do Reino de Espanha assinaram um Protocolo de Cooperação que visa dar corpo ao memorando de Entendimento assinado em 2005 e desenvolver um programa de cooperação no âmbito das Tecnologias da Informação e Comunicação e da Sociedade da Informação entre os dois países. »» Portal do Governo

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Grifos na web




Criado no âmbito do programa Público na Escola, Grifos na Web é um projecto do jornal PÚBLICO que visa estimular a conservação da Natureza e a protecção do Ambiente junto dos alunos das escolas básicas e secundárias.

O projecto consiste na colocação de uma câmara de vídeo no ninho de um grifo (Gyps fulvus), na zona do Tejo Internacional, para que os alunos possam seguir em directo, 24 horas por dia, o comportamento destes animais e perceber a necessidade de conservar todas as espécies ameaçadas em Portugal. (Público - Grifos na Web)


Vale muito a pena seguir este projecto que resulta da parceria entre Público, Refer, SIC e FCCN.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Encontros interessantes

Já realizados:


A realizar:
  • ASLA Online III Virtual Conference 2008 - Under Construction: a World Without Walls
    • 1. Digital literacy: Building and providing online literature experiences
      2. Digital environments: Designing and applying collaborative tools for learning
      3. Digital pedagogy: Crafting and exercising digital teaching and learning practices

Videojogos (pouco) educativos

Segundo notícia do ABC News, Educational Games D'ont Really Educate:


Despite claims that they help kids learn, the majority of educational video games have little if any research to back up their claims, says a study released at the Consumer Electronics Show in Las Vegas. [...]
"These games claim educational value but with no research to support these assertions," Fitzpatrick said. [...]
The center studied more than 300 digital educational products aimed at children ages 3 to 11. According to the study, few of the products used children's education research in their development.

Esta notícia baseia-se num estaudo elaborado pela Joan Ganz Cooney Center, cuja missão é...
...to catalyze and support research, innovation and investment in digital media technologies to advance children's learning.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Encontro sobre Web 2.0. ..

... a realizar em Outubro de 2008, na Universidade do Minho.

Mais informações, em breve, no site www.iep.uminho.pt/encontro.web2