
Congresso interessante na University of Connecticut. Ver Brochura.
Álvaro Costa em entrevista ao DN...
O sucesso do programa passa também muito pela Internet. Como o encara?
A Liga dos Últimos é um programa da era digital. As audiências hoje estão fragmentadas, o YouTube, o Google e os blogues são formas de comunicação legítimas. Há programas lá fora que podem não ter uma grande audiência, estando fragmentada por vários meios. A Liga dos Últimos é um fenómeno do tempo que vivemos, pois podemos ver televisão no telemóvel, através do computador... A Internet é fundamental no crescimento deste projecto. As pessoas escolhem os momentos do programa e criam best of, é muito engraçado assistir a isto.
Não deixa de ser curioso que a passagem do programa Liga dos Últimos para a RTP1 - o motivo para esta entrevista - seja considerado uma promoção. Graças às novas formas de ver televisão, o programa foi "subindo, subindo e [chega agora] à primeira divisão". Portanto, o digital, mais do aniquilar, valoriza o analógico.

Todas as escolas do 5.º ao 12.º ano terão pelo menos 48Mbps como velocidade de acesso à Internet. Multiplica-se por mais de 10 a velocidade actual de acesso à Internet destas escolas e antecipa-se em 2 anos a concretização de uma das principais metas do Plano Tecnológico da Educação.O concurso lançado em 20 de Fevereiro permitirá ainda ligar em banda larga de alta velocidade todos os serviços centrais e regionais do Ministério da Educação. Concretiza-se, assim, o projecto de interligação de escolas e organismos do Ministério da Educação numa rede alargada da comunidade educativa. Fica aberta a porta para a prestação de serviços de voz, video e tv sobre a rede do ME.O investimento previsto é de 14 milhões e 500 mil Euros. »» Plano Tecnológico da Educação

[Os videojogos] são um escape ou alimentam comportamentos violentos? Isolam ou ajudam a desenvolver algumas capacidades das crianças? O debate em redor dos videojogos é intenso, o negócio tem muitos zeros e a lei é do tempo do VHS.
Prefiro pensar a literacia em diferentes níveis. O título original deste blog era: Digeracy (Digital Literacy). Ou seja, a minha preocupação central aqui é com um tipo de literacia que prepare pessoas para lidar com a abundância de informações através da utilização de recursos de informação e filtros colaborativos, para que com isso possam investir em um modelo de aprendizagem para a toda a vida. (...)
Da mesma forma que a boa literacia tradicional não é transmitida de forma adequada com programas de incentivo a leitura, contação de histórias, etc. A boa literacia digital também não é fomentada em programas de inclusão digital que apenas inserem os computadores nas comunidades transformando as pessoas em usuários passivos - daqueles que ficam zapeando na internet sem rumo, e quando vão ver, perderam grande parte do dia a troco de quase nada.De um lado defendo que a literacia tradicional é fundamental, a ponto de sensibilizar as pessoas em relação a importância da boa leitura reflexiva. E do outro lado defendo a literacia digital, para mostrar que em uma era de abundância informacional não basta oferecer as pessoas conexão a internet de banda larga para que sejam apenas usuárias passivas da internet - confundido participação simplesmente como o ato de criar uma conta no orkut e fazer comentários sem sentido em comunidades.
Conhecer melhor esta geração, tomar consciência daquilo que emerge como expressão de um novo paradigma cultural não pode ser remetido para o folclore da irrelevância pedagógica. É uma exigência humanizadora da educação, da qual todos temos a aprender.
Como tem chamado a atenção um autor como Henry Jenkins, não será correcto etiquetar toda uma geração como se fosse uma categoria homogénea e como se os tais "nativos", pelo facto de o serem, não carecessem da formação para a abordagem crítica das tecnologias ou, mais simplesmente, da literacia digital.
"Computador", "playstation", "jogos on-line". As brincadeiras com computador parecem estar a destronar o futebol das preferências dos miúdos, mas a bola continua a ter muitos adeptos. Se é verdade que as crianças brincam cada vez mais dentro de casa, também parece indiscutível que actividades ao ar livre, como andar de bicicleta ou jogar às "escondidinhas", continuam a apaixonar os mais pequenos. (...)
"Se não tiver nada com que brincar, vejo televisão", diz prontamente Gonçalo Pinto, oito anos, quando confrontado com o cenário de não ter brinquedos com que se entreter. Playstation, gameboy e jogos de computador rivalizam com brincadeiras mais tradicionais, como "caçadinhas" e "escondidinhas", nas preferências do Gonçalo.
João Barbosa, seis anos, ainda não se rendeu ao fascínio dos computadores. A bola é brinquedo preferido e o futebol, claro, a actividade que mais gosta de praticar. E quando lhe perguntam se prefere brincar sozinho ou acompanhado, responde "Com os meus colegas. Sozinho não presta".
A Walt Disney conhece bem os mundos de fantasia, e sabe transportar públicos. (…)
A Disney quer estender-se ao mais novo dos meios de comunicação de massas: os mundos online para crianças. A Disney e outras empresas do entretenimento estão a capitalizar este mais recente fenómeno da Internet. (…)
Em 2011, 20 milhões de crianças e adolescentes visitarão mundos virtuais - foram 8,2 milhões em 2007, segundo a firam de pesquisa eMketer.
Fica-se a saber também que, ao contrário das redes sociais para adultos, aqui as crianças só têm acesso as todas as funcionalidades mediante pagamento. Os jogos online funcionam como doce para atrair para o resto e os pais não têm como resistir a pagar. A justificação dada para o pagamento é a necessidade de se criar um ambiente seguro.
Um último destaque para o facto de o público para quem desenvolvem estes mundos virtuais ser cada vez mais jovem, chegando já aos 3 anos de idade.

Sabendo que a Web 2.0 passa de uma lógica do utilizador para o autor, em que o que era privado tende a ser público, a pesquisa na Web, já antes bem complexa, torna-se agora simultaneamente mais volumosa, mas também mais rica. Uma das faces mais visíveis é a Wikipédia, que coloca, em potência, cada um no papel de especialista. E, em muitos casos, muito justamente.
Para além das preocupações com a segurança na Internet, penso que a pesquisa de informação deveria assumir cada vez maior destaque nas preocupações relativamente às actividades online (ver educomunicação).
Pesquisar na Web - apesar de não parecer - não é fácil; ensinar a pesquisar na Web, tampouco. O papel do educador pode assumir um grande relevo, mas é desde logo de exigência elevada, pois os avanços tecnológicos são rápidos: apresentam grande potencial, mas também são imprevisíveis nos desafios que convocam. Por isso, é difícil acompanhar estas mudanças, sendo que muitos utilizadores não deram ainda conta dessas alterações.
Pesquisar é, desde logo, utilizar ferramentas, por isso é preciso conhecê-las minimamente, o seu potencial e descobrir novos horizontes de aplicação. Depois, para além do apoio ao aprendente, é necessário fomentar participação e colaboração, que podem não surgir automaticamente: é preciso provocá-las.
Uma simples ida ao Google é essencial, mas não é o suficiente para uma pesquisa abrangente. É necessário, agora, conjugar com novas ferramentas, que recorrem às tags, como é o caso do del.ci.ous, e à inteligência colectiva, que é um dos conceitos basilares da Web 2.0. Aliás, Prabhakar Raghavan, director de investigação na Yahoo! desde 2005, em entrevsita ao suplemento Digital do Público, explica que "[um dos] grandes desafios dos motores de busca [é] incentivar as pessoas a organizar a Internet".
Novas variáveis têm surgido, como é o caso de pesquisar pessoas. Por exemplo, algumas empresas, aquando do recrutamento de novos colaboradores, não dispensam uma passagem pelos sites sociais à procura de informações não curriculáveis sobre essas pessoas.
Persistência, curiosidade, vontade de inovar, capacidade de motivar e, também, criatividade são alguns dos condimentos de que o professor necessita para dinamizar actividades de pesquisa.
Para a investigação, a Web 2.0 está prenhe de matéria para reflectir. Por exemplo:
Creio que falar em sociedade da informação é ajustado à realidade que vivemos. Mas, tal como quando se está numa biblioteca, o facto de termos muitos livros acessíveis a um esticar de braços, isso não faz de nós nem mais inteligentes, nem mais conhecedores. Apenas temos um acesso privilegiado. Como chegar à informação, o modo como nos vamos apropriar dela e a forma como a vamos utilizar requer muito mais do que habilidades tecnológicas. E esse aspecto é decisivo para que cada um possa fazer as suas sínteses e dar um contributo válido para o enriquecimento da sociedade da informação.
Ref:
:::Coutinho, Clara & Junior, João (2007). Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0.
:::Voigt, Emílio (2007). Web 2.0, E-Learning 2.0, EaD 2.0: Para Onde Caminha a Educação a Distância
:::Web 2.0 in Wikipédia